sexta-feira, 13 de abril de 2012

DICIONÁRIO UMBANDA


DICIONÁRIO DE UMBANDA



Apesar de a Umbanda ser Brasileira, como já sabemos foi fundada pelo Caboclo Sete Encruzilhadas, e houve uma fusão entre as religiões já existente, como as Africanas com (os Orixás), trazidos com os Pretos – Velhos (as), Católicas Com a Imposição dos Portugueses, e dos cultos de Caboclos (Indígenas), que eram os verdadeiros donos dessas terras, com essa junção as várias formas de linguagem se misturaram, e não devemos deixar essa cultura se acabar por isso criamos um dicionário com vários dialetos traduzidos para o nosso Português.

As saudações para as estações do dia


Bom dia = É KAARÓ O!

Boa tarde = É KAASAN O!

Boa noite = É KAALÉ O!

Para agradecer podem ser usadas as seguintes expressões:


Obrigado(a) = MO DUPÉ!

ADUPÉ!

É SÉUN!

É SÉ O!

A

ÀÀBÒ - metade
ÀÀFIN - Palácio, residência de um rei (Oba)
ÀÁKÉ - machado
ÀÀRÈ - doença, fadiga, cansaço
ÀÀYÈ - vida
ABA - escada de mão
ABÁNIGBÈRO - conselheiro, aquele que aconselha, um sábio mais velho

ÀÀJÀ – Sineta de metal composta de uma, duas ou mais campainhas utilizadas por pais-no-santo para incentivar o transe. Também chamado de : ADJARIN ou ADJÁ.

ABAÇÁ ou ABASSÁ – Templo, tenda, terreiro de Umbanda, barracão.
ABACÊ – Cozinheira que prepara as comidas de Santo, no culto Gegê
ABADÁ – É o nome dado a uma túnica larga e de mangas compridas, usada nos terreiros pelos homens.

ABADÔ – Milho torrado
ABALÁ – Comida muito semelhante ao acarajé.
ABAÔ – Quer dizer um iniciando do sexo masculino, desenvolvendo-se mediunicamente no terreiro de Umbanda
ABARÁ – Comida dos pretos africanos como seja bolo de feijão, que vem enrolando em folha de bananeira.

ABABÁ- é uma tribo tupi-guarani que morava nas cabeceiras do rio Corumbiara, no Mato Grosso.

ABAETÊ- (ou Abaeté) significa "pessoa boa, honrada, de palavra". A Lagoa de Abaeté, na Bahia, é um dos pontos turísticos mais famosos do Brasil

ABAETETUBA- quer dizer "lugar cheio de gente boa".
ABEDÊ ou ABEBÉ – É o leque de Oxum, quando feito de latão.
ABIAN ou ABIÃ – Pessoa em preparação, ou ainda Posição inferior da escala hierárquica dos candomblés ocupada pelo candidato antes do seu noviciado; em yoruba significa “aquele que vai nascer”.

ABAITÉ- gente ruim, repulsiva ou estranha

ABAQUAR- é o "senhor do vôo", o "homem que voa". É o mesmo que "abequar"

ABERÔ ou OBERÔ – Alguidar

ABARÉ- amigo

ABARUNA- é o "amigo de roupa preta!"; pode ser usado significando "padre", já que, antigamente, era comum os padres usarem batinas pretas

ABATI- significa "milho", ou "cabelos dourados" (da cor do milho).

ABÔ dos AXÉS – Água contendo ervas maceradas, não cozidas, e sangue de animas sacrificados no terreiro.

ABORÔ – Denominação genérica dos Orixás masculinos, por oposição as iabás, que são as divindades femininas.
ABRIR A GIRA – Significa o início ou abertura dos trabalhos nos terreiros de Umbanda.
ABROQUE – É um manto usando somente pelas mulheres durante uma sessão.

ABACATAIA- é um peixe de água salgada

ABAÇAÍ- pode ser alguém que espreita ou que persegue; também é um espírito maligno que perseguia os índios, fazendo-os enlouquecer

AÇAÍ- coquinho pequeno amarronzado, que dá em cachos na palmeira do açaizeiro. "Açaí" quer dizer "fruta que chora", ou seja, de onde sai líquido

ACARÁ- garça, ave branca
ACAÇÁ ou ÀKÀSSA– Comida originária da África, com aparência de bolo de angu de arroz( bolo de Oxalá), Bolinhos de massa fina de milho ou farinha de arroz cozidos em ponto de gelatina e envoltos, ainda quentes, em pedacinhos de folha de bananeira. (Acaçá).
ACARAJÉ – Comida de santo feita na base de feijão fradinho com pimenta malagueta e outros temperos. Comida de Iansã.
ACANEGIBÓ – Carregador de Ebó

ACANIQUÊ – Pão duro (pessoa)

ACENDE CANDEIA – Planta muito utilizada para banhos conhecida também como Candeia-Mucerengue
ACODIDÉ – Pena d'Angola

ACHOCHÔ – Nome dado à uma comida de Oxosse
ACHEQUÊ – Fuxiqueiro

ACEMIRA- significa "o que faz doer", "o que dói"

AÇU- quer dizer "grande", "comprido"; é um termo que aparece em nomes como "Iguaçu" e "Paraguaçu"

ADARRUM – É o toque feito seguidamente pelos atabaques quando da invocação dos protetores para incorporarem nos médiuns.

ADAHUN – Tipo de ritmo acelerado e contínuo executado nos atabaques e agogôs. É empregado sobretudo nos ritos de possessão como que para invocar os Orixás.
ADEJÁ – É uma campainha (sino) usada nas cerimônias de terreiro.
ADÉ - Termo com que se designam (nos candomblés) em especial os afeminados e,genericamente, os homossexuais masculinos.

ADEFIRO – Veado ( animal)

ADEFONTO – Gilete ( pessoa que gosta dos dois sexo, Bissexual)

ADIÊ – Galinha

ADÓXÚ – Diz-se daquele que teve o EXÚ. assentado sobre a cabeça. 0 mesmo que iaô.

ADUPÉ ou DUPÉ – Obrigado.

ADUFE – Pequeno tambor. Instrumento de percussão de uso mais frequente nos xangôs no Nordeste.

AFIN – 0 mesmo que ifin. Designa a noz-de-cola branca, na língua yoruba; por extensão a cor branca.

AFONJA – É uma qualidade de Xangô.

AGAMO – Perdão

AGANEGAN - Invejoso

AGÈ – Instrumento musical constituído por uma cabaça envolta numa malha de fios de contas, de sementes ou búzios.

AGERE – Ritmo dedicado a Oxosse executado aos atabaques

AGÔ – Significa pedir licença ou permissão, em outros momentos em que este termo traduz perdão e proteção pelo que se está fazendo.

AGOGO – Instrumento musical composto de uma ou mais campânulas, geralmente de ferro, percutido por uma haste de metal.

AGONJÚ ou AGANJÚ – Um dos doze nomes de Xangô conhecidos no Brasil.

AGBÔ – Carneiro

ÀGBO – Infusão proveniente do maceração das folhas sagradas as quais se vem juntar o sangue dos animais utilizados no sacrifício e substancias minerais como o sal. Esse Líquido, acondicionado em grandes vasilhames de barro (porrões), é empregado ao longo do processo de iniciação e para fins medicinais sob a forma de banhos e beberagens.

AGUAPÉ- redondo e chato, como a vitória-régia; aguapés são as plantas que flutuam em águas calmas
AGURÊ – Toque em ritmo muito lento para chamar Iansã
AGUTAN – Cabrito

AGUNTAM – Ovelha.

AIA – Toalha branca para uso em terreiro
AIOCÁ – Referente a Iemanjá e ao fundo do mar. Ver AIUKÁ.

AIMARA- quer dizer "árvore"

AIMARÁ- é uma roupa, um tipo de túnica feita de algodão e plumas. É usada principalmente pelos índios guaranis

AIMORE- espécie de macaco

AISÓ- quer dizer "formosa".

AIYRA- filha.

AIYÉ – Palavra de origem yoruba que designa o mundo, a terra, o tempo de vida e, mais amplamente, a dimensão cosmológica da existência individualizada por oposição a orum, dimensão da existência genérica e mundo habitado pelos Orixás, povoado, ainda, pelos espíritos dos fiéis e seus ancestrais ilustres.
AIUKÁ – Fundo do mar. Também se diz os domínios de Iemanjá (Rainha do Aiucá).

AJÀLÁ – Uma variedade de Oxalá.

AJALAMO – Uma variedade de Oxalá
AJEUM – Comida

AJOGÚN – Palavra de origem yoruba que designa os infortúnios, como a morte, a doença, a dor intolerável e a sujeição.

AJUCÁ – É a festa da Cabocla Jurema entre os capangueiros. Nessa festa há defumações no terreiro, bebidas e comidas, tudo com a finalidade de duplicar a proteção no terreiro e gerar mais fartura nas casas dos filhos de fé.

AJUBÁ- quer dizer "amarelo"
AKICÓ – Galo

AKIDAVIS – Nome dado nos candomblés Ketu e Jeje (Nação) as baquetas feitas de pedaços de galhos de goiabeiras ou araçazeiros, que servem para percutir os atabaques

ALABÁ – Título do sacerdote supremo no culto aos eguns.

ALABÊ – Título que designa o chefe da orquestra dos atabaques encarregado de entoar os cânticos das distintas divindades.

ALARUÊ – Briga.

ALAMORERE – Uma variedade de Oxalá.

ALÁ – Lençol

ÁLÁ – Pano branco usado ritualmente como pálio para dignificar os Orixás primordiais. Geralmente feito de morim.

ALEDÁ – Porco.

ALIÀSE – runko.

ALÉKESSI – Planta dedicada a Ogum. Também conhecida como São Gonçalinho – Casaina Silvestre.

ALDEIA – Povoado de índios. Tratando-se de terreiros, esta palavra quer dizer a moradia dos espíritos de caboclos na Aruanda.

ALGUIDAR – Bacia de barro usada para entregas, ascender velas, deposito de banhos, entrega de comidas e defumação.

ALUFÁ – Toque para Xangô

ALUBAÇA – Cebola.

AMACI – Líquido preparado com o suco de diversas plantas, não cozidas, e que tem muita aplicação na firmeza de cabeça dos médiuns. O principal banho para a o ritual da “lavagem de cabeça”.

AMANA- (ou amanda) chuva

AMANACI- é "a Mãe da Chuva"

AMANAIARA- é a "Senhora da Chuva" ou o "Senhor da Chuva"

AMANAJÉ - significa "mensageiro"

AMANARA- quer dizer "dia chuvoso"

AMAPÁ- é uma árvore da família das apocináceas, de madeira útil e de cuja casca, amarga, sai um látex medicinal, que serve para o tratamento da asma, bronquite e afecções pulmonares; usada externamente serve como cicatrizante de machucados.

AMERÊ- quer dizer "fumaça"

AMADÊ – Criança

AMAPÔ – Vagina (órgão sexual da mulher)

AMACI-NI-ORY – Cerimonia da lavagem (feitura) de cabeça dos médiuns (ritual equivalente a raspagem de cabeça no Candomblé).
AMALÁ – Comida de Santo. Também se denomina a todo ritual que o umbandista ao manipular alimento deve dispensar atenção, amor e especial carinho, fazendo por completo a Homenagem ao Orixá.
AMOBERIM - Moça

AMOLOCÔ – Comida de Oxum.
AMPARO – Chicote sagrado usado especialmente para afastar espíritos atrasados e maléficos.
ANAMADÊ – Como vai menino

ANACÊ- significa "parente"

ANAUÊ- quer dizer "salve", "olá".

ANHANGÜERA- (ou aanhangüera) diabo velho

ANGOLA – Nação.

ANGOMBAS – Atabaques.

AONDÊ- é "coruja".

APOENA- aquele que enxerga longe.

ARREBATE – Abertura rítmica das cerimonias publicas dos candomblés. 0 modo vibrante de tocar os atabaques; equivale a uma convocação.

ARA- diz respeito, em geral, às aves, às alturas e, mais raramente, àquilo que voa (insetos); lembre-se das palavras "arara" e "Ceará"

ARAPUÃ- abelha redonda

ARAPUCA- é uma armadilha para aves, feita com uma pirâmide de gravetos colocados uns sobre os outros; no português falado no Brasil, diz-se "caí numa arapuca", significando que a pessoa foi vítima de uma armadilha

ARARAÚNA- é uma arara preta

ARARÊ- amigo dos papagaios

AUÁ- (ou avá) homem, mulher, gente, ou índio

ARACY- a "Mãe do Dia", a fonte do dia, ou a origem dos pássaros.

ANGOMBA – É a designação para um segundo atabaque.
APARELHO. Médium
APIÊ – Cadeira

APOTI - Banco

APOLO – Sapo

AQUERÊ – Toque para Oxosse e Iansã

ARAUANÃ – Dança ritual africanista para quebrar demandas e trazer alegrias.
ARADÁ – Bom dia

ARIQUICOLÉ – Como vai

ARIAXÉ – Banho preparado com ervas e folhas. Esse banho consta mais de 21 diferentes espécies de vegetais. Preparado somente pelo próprio chefe de terreiro.
ARIMBÁ – Pote de barro para guardar o azeite-de-dendê
ARIPÓ – Panela muito semelhante ao alguidar de barro
ARUANDA – Céu, Nirvana ou Firmamento significam a mesma coisa, isto é, a moradia daquele que é Criador de todos os mundos e de todas as coisas. Plano Espiritual Elevado.
ARUÊ – Espírito desencarnado

ÀSE – Termo de múltiplas acepções no universo dos cultos: designa principalmente o poder e a força vital. Além disso, refere-se ao local sagrado da fundação do terreiro, tanto quanto a determinadas porções dos animais sacrificiais, bem como ao lugar de recolhimento dos neófitos (Runcó). É usado ainda para designar na sua totalidade a casa-de-santo e a sua linhagem.
ASSENTAMENTO DE ORIXÁ – E o lugar no pegi onde é colocada a representação de Orixá, ou do seu fetiche, ponto riscado, etc.
ASSENTO – Termo utilizado para um local preparado para um Orixá ou Exu. Santuário exclusivo.

ATABAQUES – Trio de instrumentos de percussão semelhantes a tambores que orquestram os ritos de candomblé. Apresentam-se em registro grave, médio e agudo, sendo chamados respectivamente Rum, Rumpi e Lé (ou Runlé). Nos candomblés angola são chamados de Angombas. Sua utilização no âmbito das cerimonias, cabe a especialistas rituais (Alabê e Ogã).
ATÁ – Pimenta

ATAN - Peixe

ATARÉ – Pimenta da costa

ATAFOSSEN - Céu

ATABEIXÍ - Cavalo

ATIM - Pemba

AXÉ – É a força mágica do terreiro representada pelo segredo composto de diversos objetos pertencentes as linhas e falanges. Força bendita e divina.
AXEXÊ – Cerimônia fúnebre iorubana. Semelhança com a missa de 7º dia católica.
AXÓ - Roupa

AXOGUM – Nome dado ao encarregado de sacrificar animas quando não é feito pelo Chefe do Terreiro. Muito comum nos cultos de candomblé nagô.

AXOQUÊ – Um dos nomes de Iemanjá no Candomblé de origem Bantu.

AXOXÔ – Comida feita com milho vermelho cozido, enfeitado com fatias de coco. Comida de Oxosse

AYÊ – Tem dois sentidos, podendo significar Terra ou Vida.

AZANODÔ – Especie de vodum muito cultuado em casa de Minas, no Maranhão.
AZÊ – Capuz de palha. Ornamento da roupa de Omolu
AZEITE-DE-DENDÊ – Óleo baiano extraído do dendezeiro, sendo muito utilizado na culinária dos Orixás.


Palavras Indígenas

A

AARU - Espécie de bolo preparado com um tatu moqueado, triturado em pilão e misturado com farinha de mandioca.

ABÁ - avá - auá - ava - aba - homem - gente - pessoa - ser humano - índio.

ABABÁ - tribo indígena tupi-guarani que habitava as cabeceiras do rio Corumbiara (MT).

ABACATAIA - peixe de água salgada, parecido com o peixe-galo - abacutaia - abacatuaia.

ABAÇAÍ - pessoa que espreita, persegue - gênio perseguidor de índios - espírito maligno que perseguia os índios, enlouquecendo-os.

ABACATINA - aracangüira - abacataia - peixe de água salgada, parecido com o peixe-galo. ABACATUAIA - abacataia - aracangüira.

ABACATUIA - aracangüira - abacataia.

ABAETÊ - pessoa boa - pessoa de palavra - pessoa honrada - abaeté.

ABAETUBA - lugar cheio de gente boa

ABAITÉ - gente ruim - gente repulsiva - gente estranha.

ABANÃ - (gente de) cabelo forte ou cabelo duro.

ABANHEÉM - awañene - língua de gente - a língua que as pessoas falam

ABAQUAR - senhor (chefe)do vôo - abequar - homem que voa (aba - ara - jabaquara - iabaquara).

ABARÉ - amigo -(aba - ré - rê - abaruna).

ABARUNA - amigo de roupa preta - padre de batina preta - amigo preto - (abuna).

ABEQUAR - senhor (chefe)do vôo - abaquar.

ABATI - milho - cabelos dourados - louro.

ABUNA - abaruna - padre de batina preta.

AÇAÍ - yasaí - fruta que chora - fruta de onde sai líquido - coquinho pequeno amarronzado, que dá em cachos no açaizeiro (palmeira com o tronco de pequeno diâmetro e folhas finas, que também produz palmito).

ACAG - cabeça - (jaguaracambé).

ACAMIM - uma das espécies de pássaros; uma das espécies de vegetais (iacamim, jacamin).

ACARÁ - garça, ave branca (acaraú).

ACARAÚ - acaraí, acará, rio das garças (i, acará, ara) (diz-se que a grafia com a letra u, com o som de i fechado, vem dos colonizadores franceses, que os portugueses representavam, às vezes, por y).

ACEMIRA - acir, o que faz doer, o que é doloroso (moacir).

AÇU - grande, considerável, comprido, longo (ant.: mirim) (iguaçu, paraguaçu).

AGUAPÉ (tupi) - awa'pé - redondo e chato, como a vitória-régia - plantas que flutuam em águas calmas -uapé - (awa - pewa - peba - peua).

AIMARA - árvore, araçá-do-brejo.

AIMARÁ - túnica de algodão e plumas, usada principalmente pelos guaranis.

AIMBIRÉ - aimoré; amboré.

AIMIRIM - aimiri, formiguinha.

AIREQUECÊ - aamo (xavante) - lua - iaé.

AIRUMÃ - estrela-d'alva.

AIRY - uma variedade de palmeira.

AISÓ- formosa.

AIYRA - filha.

AJAJÁ - aiaiá - ayayá - colhereiro (espécie de garça, de bico comprido, alargado na ponta e parecido com uma colher)

AJERU - ajuru.

AJUBA - amarelo (itajubá).

AJUBÁ - fruta com espinho.

AJURU - ayu'ru - árvore de madeira dura, com frutos de polpa comestível - papagaio - ajeru - jeru - juru.

AKAG - cabeça.

AKITÃI - baixo , baixa estatura (irakitã - muirakitã).

AMANA - amanda, chuva.

AMANACI - amanacy, a mãe da chuva.

AMANAIARA - a senhora da chuva ou o senhor da chuva.

AMANAJÉ - mensageiro.

AMANARA - dia chuvoso.

AMANDA - amana, chuva.

AMANDY - dia de chuva.

AMAPÁ - ama'pá - árvore da família das apocináceas (Parahancornia amapa), de madeira útil, e cuja casca, amarga, exsuda látex medicinal, de aplicação no tratamento da asma, bronquite e afecções pulmonares, tendo seu uso externo poder resolutivo e cicatrizante de golpes e feridas.

AMARY - uma espécie de árvore.

AMA – TIRÍ - amãtiti, raio, corisco.

AMBORÉ - aimoré.

AMARÊ - fumaça.

AMI - aranha que não tece teia.

ANAMÍ - uma das espécies de árvores.

ANANÃ - fruta cheirosa (ananás).

ANAUÊ - salve, olá.

ANASSANDUÁ - da mitologia indígena.

ANDIRA - o senhor dos agouros tristes.

ANDIRÁ - morcego

ANHANGÜERA - aanhangüera, diabo velho.

ANHANA - empurrado - impelido

ANAMA - grosso, espesso

ANOMATÍ - além, distante

ANTÃ, ATÃ - forte

ANACÊ - parente

ANAJÉ- gavião de rapina

ANÃMIRI - anão, duende

AONDÊ - coruja

APICU - ape'kü - apicum.

APE'KÜ - apicum - mangue - brejo de água salgada (à borda do mar) - apicu - picum - apecum - apecu.

APECU - ape'kü - coroa de areia feita pelo mar.

AAPECUM - ape'kü - apecu.

APICU - ape'kü - apecu.

APICUM - ape'kü - apicu - apecu - apicum - mangue.

APOENA - aquele que enxerga longe

APUAMA - andejo, que não para em casa, veloz, que tem correnteza

AQUITÃ - curto, pequeno

ARA - (de modo geral - com poucas exceções) relativo a aves, às alturas e (mais raramente) àquilo que voa (insetos) - pássaro - jandaia - periquito (ave pequena) - (arara - Ceará - aracê).

ARAÇARY, ARASSARY - variedade de tucano

ARACÊ - aurora, o nascer do dia, o canto dos pássaros (pela manhã).

ARACEMA - bando de papagaios (periquitos, jandaias, araras), bando de aves (ara, arara, piracema)

ARACY - a mãe do dia, a fonte do dia, a origem dos pássaros (v. aracê, cy, ara)

ARAM - sol

ARANI - tempo furioso

ARACANGÜIRA - peixe de água salgada, parecido com o peixe-galo - abacataia - abacutaia - abacatuaia - abacatuia - abacatúxia - abacatina - aleto - aracambé - peixe-galo-do-brasil.

ARAPUÃ - abelha redonda.

ARAPUCA - armadilha para aves, consistindo numa pirâmide de gravetos (pequenos paus) superpostos

ARARA - jandaia grande, ave grande.

ARARAÚNA - arara preta (arara, una, araruna).

ARARÊ - amigo dos papagaios

ARARUNA - araúna, ave preta(araraúna, ara, una, itaúna).

ARATAMA, ARARAMA, ARARUAMA - terra dos papagaios

ARAUETÉ - araweté ou araueté, povo de língua da família tupi-guarani, que vive na margem esquerda do igarapé Ipixuna, afluente do Xingu, na área indígena Araweté/Igarapé-Pixuna, no sudeste do Pará.

ARAXÁ - lugar alto onde primeiro se avista o sol (segundo definição da cidade Araxá-MG) - lugar alto e plano - tribo indígena procedente dos cataguás (ses) - (ara).

ASSURINI - tribo pertencente a família lingüística tupi-guarani, localizadas em Trocará, no rio Tocantins, logo abaixo de Tucuruí/PA.

ATI - gaivota pequena - (atiati).

ATIATI - gaivota grande - (ati).

AUÁ - avá - abá - homem - mulher - gente - índio.

AUATI - gente loura - milho - que tem cabelos louros (como o milho) - abati - avati.

AAUÇÁ - uaçá - caranguejo - auçá - guaiá.

AVÁ - abá, auá, homem, índio.

AVANHEENGA - awañene - língua de gente - a língua que as pessoas falam, ao contrário dos animais - a língua geral dos tupis-guaranis - abanheenga - abanheém.

AVARÉ - awa'ré - abaré - amigo - missionário - catequista - (abaruna - abuna).

AVATI - gente loura - milho - abati - auati.

AWAÑENE - abanheém - língua de gente - a língua que as pessoas falam, ao contrário dos animais - a língua geral dos tupis-guaranis - abanheenga - avanheenga.

AWA - redondo - ava.

AWARÉ - avaré.

AYMBERÊ - lagartixa.

AYTY - ninho (parati).

AVURU - ajuru - árvore de madeira dura, com frutos de polpa comestível.



B


BÁÀLÈ - chefe de um povoado, com menos status que um Oba
BÀBÀ - milho da Guiné
BABAGBA - homem velho, geralmente o avô

BABA - Pai

BABALAÔ – Pai- no -Santo. Chefe de terreiro. (masculino)

BABALORIXÁ – Sacerdote chefe de uma casa-de-santo. Grau hierárquico mais elevado do corpo sacerdotal, a quem cabe a distribuição de todas as funções especializadas do culto. É o mediador por excelência entre os homens e os Orixá. 0 equivalente feminino é denominado ialorixá. Na linguagem popular, são consagrados os termos pai e mãe-de-santo. Nos candomblés jeje – doté e vodunô; e nos angola – tata de inkice.

BABAOJÊ – Sacerdote do culto dos eguns; Ojé é o nome de todos iniciados no culto aos eguns.

BABASSÁ – Irmão gêmeo.

BABAÇUÉS – BÀBÁLÁWO – Sacerdote encarregado dos procedimentos divinatórios mediante o òpèlè de Ifá, ou rosário-de-ifá.
BABUGEM – Restos de comidas e bebidas que sobram no terreiro. Estes restos devem ser jogados sobre o telhado do terreiro ou despachado em alguidares, dependendo do ritual.

BACO – Ato sexual
BACURO DE PEMBA – Filho de Santo.
BAIXAR – Termo que quer dizer incorporação das Entidades/Orixás nos médiuns. Esse termo designia que toda entidade que vem do Céu, ou seja, de Aruanda, baixe do céu para a Terra.

BAIA- esteira de palha trançada

BANHA-DE-ORI – Espécie de gordura vegetal obtida pelo processamento das amêndoas do fruto de uma árvore africana que é vendida nos mercados brasileiros para uso ritual nas casa-de-santo. Diz-se também “banha-de-Oxalá” e “limo-da-costa”. A mesma denominação é dada a gordura de origem animal extraída do carneiro.

BANHOS – Àgbo. Amaci.

BANGU- colina

BAQUARA- é o "que sabe das coisas", o "esperto".
BALANGANDÃ – Enfeites e ornamentos. Podem também ser amuletos.
BALÊ – Casa dos Espíritos mortos (desencarnados)

BALÉ – Chefe de comunidade.

BALUÉ – Banheiro, lugar de banho
BANDA – Termo utilizado para dizer em qual linhagem está ligado a Entidade.

BARÁ – Nome de Exú que protege o corpo

BARAPETU - grande, uma pessoa de distinção
BARRACÃO – Local de ritual, terreno, o terreiro fisicamente propriamente dito. O lugar principal do terreiro.

BARCO – nome que se dá ao grupo de filhos (as) de santo iniciados ao mesmo tempo.

BARRAVENTO – Gira que define o desequilíbrio momentâneo que os filhos de santo sofrem antes da incorporação.

BARU – Nome dado ao Xangô violento, ligado ao fogo, e as vezes a Ogum.
BASTÃO-DE-OGUM – Espécie vegetal de espada-de-são-jorge.
BATER-CABEÇA – Ritual que quer dizer cumprimentar respeitosamente e humildemente. Consiste em abaixar-se aos pés do congar(altar) ou a uma Entidade Espiritual e tocar sua cabeça ao chão, aos seus pés. Representa respeito e humildade.

BATETÉ – Comidas dos Orixás
BATER PARA O SANTO – ato de percutir os atabaques usando o ritmo especial de determinado orixá.

BATUCAJÉ – Com este termo costumava designar-se a percussão que acompanha as danças nos terreiros; por extensão designa também as danças.

BATUQUES – Batucajé. Candomblés.

BÁJÀ - lutar, brigar
BEJA – Cerveja branca.

BEJI – Orixá dos gêmeos.
BENTINHOS – Escapulário que traz pendurado no pescoço e contém orações, rezas e figuras de santos. Patuá.
BETULÉ – Machado feito de pedra e de bambú para designação de Xangô.
BILONGO – Amuleto muito usado por caçadores para proteção

BIYI – Nasceu aqui, agora.

– Adorar.

BOBÓ - Comidas dos Orixás

BALÒGUN - chefe da sociedade dos guerreiros
BÀLAGÀ - entrar na maturidade
BOLAR NO SANTO – início incompleto de transe que ocorre com os médiuns não preparados.
BOMBO - GIRA – O mesmo que Exú Pomba-Gira. Denominação de Pomba-Gira em Congo.

BOMBOJIRA – Exú feminino
BORÍ – ato pelo qual filho de santo oferece sua cabeça ao orixá. Termo usado também cujo significado é cabeça.
BOTAR NA MESA – Quando um médium atente particularmente um consulente e através de um oráculo (principalmente as cartas) procede a consulta e a orientação espiritual.

Burú - ruim, negativo, destrutivo

BRAVUN – Toques dos atabaques, sonorizados de forma de chamar diversos Orixás, é também a dança de Oxumaré.

BÚZIOS – Tipos de conchas de uso recorrente na vida cerimonial dos candomblés. Especialmente servem às práticas do dilogum – sistema divinatório onde são empregados geralmente dezesseis búzios.

Palavras Indígena

B

BAPO - maracá - mbaraká - chocalho usado em solenidades - maracaxá - xuatê - cascavel.

BAQUARA - mbaekwara - biquara - sabedor de coisas - esperto - sabido - vivo - (nhambiquara).

BIQUARA - baquara - mbaekwara.


C


CAÁ- (ou kaá) é "mato" ou "folha"

CAAPUÃ - significa "a pessoa ou a coisa que mora no mato"

CABAÇA – Vaso feito do fruto maduro do cabaceiro depois de esvaziado o miolo. Utilizado também como moringa de bebida (água).
CABAIA – Assim é denominado uma túnica de mangas largas utilizada por médiuns e/ou cambones.
CABEÇA-FEITA – Denominação do médium desenvolvido e que já foi cruzado no terreiro, tendo já definido seu Orixá de cabeça. Médium que já passou pelo ritual do amaci.

CAÇUTE – Na Bahia, caçute é uma espécie de Oxalá.

CAFOFO – Túmulo.
CAIR NO SANTO – Transe mediúnico de quem ainda não está preparado para incorporar.

CAIPIRA- tímido, que tem vergonha

CAIUBI- folha azul

CAÔ – Saudação a Xangô

CAURIS – Búzios.

CALIFÃ – Prato ritualístico com 4 búzios, onde se pede a confirmação aos Orixás em certos rituais
CALUNGA – Termo que designa uma espécie de entidade da linha de Iemanjá. Pode ainda significar Cemitério (Calunga Pequena) e mar (Calunga Grande).
CALUNGA GRANDE – Oceano, mar.

CAMARAN-GUANGE – Na nação Angola, é uma espécie de Xangô

CAMARINHA – Roncó.
CAMBONO ou CAMBONE – Auxiliar de Médiuns de Incorporação e o Servidor dos Orixás. O cambone é o médium que teve o necessário desenvolvimento para poder auxiliar e entender os Guias nas necessidades das sessões. Auxiliar de culto.
CAMOLETE – Lenço branco de tamanho grande colocado na cabeça dos médiuns durante alguns rituais

CAMUTUÊ – Cabeça dos filhos de santo
CAMUCITÊ – Nome dado ao altar, congar ou pegi.

CAMU-CAMU- é uma fruta, ainda pouco conhecida das outras regiões brasileiras. Essa fruta tem muita vitamina C e está sendo produzida no estado do Acre

CANDOMBLÉ – Nome que define os cultos afro-brasileiros de origem Jeje, Iorubá ou Bantu.
CANJIRA – Lugar onde são realizados algumas danças religiosas.
CANZUÁ ou CAZUÁ de QUIMBÉ – Terreiro, casa, tenda espiritual.

CANOA- é uma embarcação a remo, esculpida no tronco da árvore; "canoa" foi uma das primeiras palavras indígenas a serem registradas pelos descobridores espanhóis

CONCINCAM – O mesmo que “sim”.

CAPANGA – Uma espécie de bolsa que os Orixás usam para carregar seus apetrechos.

CAPIM- mato fino, folha delgada.

CAPUAVA- abrigo coberto com folhas do mato
CATERETÊ – Designação de um ritual do Estado do Maranhão
CATULÁ – Termo usado em sessão que significa anular um trabalho maléfico.

CATULAR – Cortar o cabelo com tesoura, preparando para o ritual de raspagem para iniciação no Candomblé

CARREGO – Pode vir a ser um despacho, uma obrigação ou qualquer tipo de carga negativa

CARI- quer dizer "homem branco", "a raça dos brancos".

CARIJÓ- aquilo que vem do branco; também quer dizer "mestiço", como o galo ou galinha de penas salpicadas de branco e preto que leva este nome

CARIOCA- quer dizer "casa do branco"

CARIRI - significa "silencioso". O sertão do Cariri fica no Nordeste brasileiro (veja no mapa). Muitos migrantes saíram de lá por causa da seca, buscando uma vida melhor no Rio de Janeiro e em São Paulo

CARURU – Comida de Ibêji, feita com quiabos, frango, sal e azeite de dendê. Também pode ser um tipo de erva comestível, de paladar semelhante ao espinafre.

CATETE- porco do mato

CATENDÊ – Para o povo de Angola, é uma espécie de Ossae

CASA-DE-SANTO – Designação do espaço circunscrito que constitui a sede de um grupo de culto. Costuma chamar-se também de ilê (Ketu), roga e terreiro (angola) e, em alguns casos, barracão. Este ultimo termo serve também para designar o recinto onde ocorrem as festas públicas.
CAVALO – Médium dos Guias de Umbanda.

CAVARIS – Conchas da África, búzios, instrumento pelo qual se faz as consultas a Ifá.

CAVIUNGO – Inkice correspondente ao Omolu dos Iorubás

CAVUNJE – Moleque.

CAETÉ- quer dizer "mata verdadeira"

CAUÃ(ou CAUAN) - nome de origem Tupi (indígena), que significa "gavião"

CAXIXI – Instrumento utilizado nos cultos para acompanhar os cânticos. É feito com vime trançado, e tem em seu interior algumas sementes.

CESTO-DA-CRlAÇÃO – 0 saco-de-existência (àpò aiyé), que, na cosmologia do povo-de-santo, Oludumare deu a Obatalá para que criasse o mundo a flor das águas primordiais. Foi, no entanto, Odudua quem verteu o seu conteúdo sobre a superfície das águas.
CENTRO – terreiro, tenda de Umbanda, cazuá.

CONTRA-EGUN – Trança de palha-da-costa que os neófitos trazem amarrada nos dois braços, logo abaixo do ombro, com a finalidade de afastar os espíritos dos mortos.
CHEFE DE CABEÇA – É um dos nomes como é designado o Guia Chefe do médium de terreiro que tenha sido desenvolvido e cruzado no mesmo.

CORUMBATAÍ- rio dos peixes curimbatás.
COISA FEITA – Quer dizer trabalho feito para levar o mal a alguém, despacho maléfico, feitiço, bruxaria.

COITÉ – Fruto que partido ao meio, serve como recipiente para servir bebidas aos orixás e participantes do culto.

COLOBÔ – Exú.

COLOFÉ – Abenção.
CONGAR – Altar, pegi

CONGO – Subdivisão do Angola-Congo. Congo é a nação do povo Banto.
CORPO FECHADO – Nenhum espírito maléfico pode incorporar no médium, ou nenhum espírito pode trazer o mal a pessoa que tem o corpo fechado.
CORREDOR DE GIRAS – Frequentador que passa por vários terreiros, sem ter firmado compromisso espiritual com nenhum deles.
CREDO-EM-CRUZ – Interjeição que traduz espanto, admiração e repulsa.

CUÍCA- tipo de rato grande com o rabo muito comprido; a cuíca também é um instrumento de percussão, feito com um pequeno cilindro - em uma das bocas do cilindro, se prende uma pele bem estirada, que produz o som.

CURUMIM- é uma variação do tupi "curumi" e quer dizer "menino".
CURIAU – Comida de Santo, despacho.
CURIMBA – Conjunto de instrumentos musicais do terreiro. Os instrumentos que compõe uma curimba pode ser atabaques, tambor, agogôs, chocalhos, berimbau, violões, etc. Curimba é a orquestra de um terreiro.

CUTILAGEM – É o corte que se faz na cabeça do iniciado; é realizado para abrir o canal energético principal que o ser humano tem no corpo, exatamente no topo da cabeça,(no Ori), por onde vibra o axé dos Orixás para o interior de uma pessoa.

CINCAM – O mesmo que “não”.


Palavras Indígena

C

CAÁ - kaá - mato - folha.

CAAPUÃ - aquele ou aquilo que mora (vive) no mato - caipora - kaapora.

CABA - marimbondo, vespa (v. cacira, laurare)

CABOCLO - kariboka - procedente do branco - mestiço de branco com índio - cariboca - carijó - antiga denominação do indígena - caburé - tapuio - personificação e divinização de tribos indígenas segundo o modelo dos cultos populares de origem africana, paramentada, porém, com os trajes cerimoniais dos antigos tupis (folcl.) - atualmente, designação genérica dos moradores das margens dos rios da Amazônia

CABURÉ (tupi) - kaburé - cafuzo - caboclo - caipira - indivíduo atarracado, achaparrado.

CACIRA - vespa de ferroada dolorosa

CAINGANGUE - grupo indígena da da região Sul do Brasil, já integrado na sociedade nacional, cuja língua era outrora considerada como jê, e que hoje representa uma família própria - coroado - camé - xoclengues.

CAIPORA - caapora - kaa'pora.

CAMB - peito - seio - teta.

CAMÉ (jê) - subtribo do grupo caingangue.

CAMUÁ - palmeira de caule flexível, cheia de pelos espinhosos.

CAMU – CAMU - fruta pouco conhecida que possui grande quantidade de vitamina C, e cuja produção vem substituindo, no Acre, a exploração dos seringais.

CANOA - embarcação a remo, esculpida no tronco de uma árvore; uma das primeiras palavras indígenas registradas pelos descobridores espanhóis; montaria (designação atual usada pelos caboclos da Amazônia); (ubá).

CAPIM - caapii - mato fino - folha delgada.

CARAPEBA - tipo de peixe - acarapeba - acarapeva - acarapéua - (acará - peba).

CARI - o homem branco - a raça branca.

CARIBOCA - kari'boka - caboclo - procedente do branco - mestiço de branco com índio - curiboca - carijó - caburé - tapuio

CARIJÓ - procedente do branco - mestiço, como o galináceo de penas salpicadas de branco e preto - caboclo - antiga denominação da tribo indígena guarani, habitante da região situada entre a lagoa dos Patos (RS) e Cananéia (SP) - carió - cário - cariboca - curiboca caburá - tapuio.

CARIÓ - procedente do branco - caboclo - antiga denominação da tribo indígena guarani, habitante da região situada entre a lagoa dos Patos (RS) e Cananéia (SP) - carijó - cário - cariboca - curiboca caburé - tapuio.

CARIOCA - kari'oka - casa do branco.

CUICA - ku'ika - espécie de rato grande com o rabo muito comprido, semelhante ao canguru - instrumento de percussão feito com um pequeno cilindro em uma de cujas bocas se prende uma pele bem estirada.

CURIBOCA - caboclo - kari'boka - procedente do branco - mestiço de branco com índio - cariboca - carijó - caburé - tapuio.

CURUMIM - menino (kurumí).


D

DÁÀDÁÀ - bom ou bonito

– Orixá das correntes oriundas do Daomé

DARA – Bom, agradável.

DANDÁ – Vegetal, espécie de capim, que exsuda um odor, muito usado em trabalhos, como banho e defumações em ritual de Umbanda.
DANDALUNDA – Outro nome dado a Janaína, Iemanjá, ou Mãe Dandá.
DAR COMIDA AO SANTO – Quer dizer o oferecimento de alimentos aos orixás, seja como parte do ritual, como pagamento de algum favor recebido.

DÀGBÁ - envelhecer, ficar velho
DÀGALÁGBÀ - tornar-se um homem adulto

DAGAN - título sacerdotal.

DAGÔ - dê licença.

DABÒBÒ - proteger, fornecer proteção

DALÈ - quebrar uma promessa

DÁRA - bom, ser bom

DÁRADÁRA - muito bom, tudo certo
DÉLADE - coroar um re

– chegar.

DEFUMADOR – Composto de essências aromáticas, folhas e cascas, usado ritualmente em fumigações propiciatórias e terapêuticas.

DEIYI - chegou agora.
DECÁ – Bracelete ritual que o filho-no-santo recebe após sete anos de sua primeira saída da camarinha (Candomblé)

DENDÊ – Palmeira africana no Brasil (Elaeis guineensis; Jacq.) de ampla utilização na liturgia dos candomblés. 0 óleo obtido dos seus frutos (azeite-de-dendê) é considerado indispensável para a elaboração de grande parte das comidas-de-santo. Suas folhas servem para guarnecer entradas e saídas das casas-de-santo (mariô).

DESPACHO – Tipo de oferenda dedicada a Exú, quer no início das cerimônias (Padé), quer nas encruzilhadas, nos matos, rios e cemitérios.
DESCIDA – quando as Entidades Espirituais vão incorporar no médium
DESMACHE – Espécie de muleta usada em alguns terreiros como instrumento de Xangô
DESMANCHAR TRABALHOS – É tornar livre uma pessoa dos efeitos de trabalho de enfeitiçamento, como também beneficiar alguém que tenha sido vítima de magia negra.
DESPACHAR – Entregar ao Orixá o que é do Orixá. Despachar também é um termo usado para tudo que é sagrado, seja comida de santo, seja qualquer objeto sacro seja entregue num local adequado a cada Orixá.
DESPACHO – Anular um trabalho, desmanchar trabalhos de magia negra.
DIA DE OBRIGAÇÃO – É o dia de sessão quando os médiuns e os consulentes observam certos atos do ritual umbandista e cumprem tudo quanto lhes é determinado pelos Guias.

DIA-DO-NOME – Orocó.

DIDE – Levantar.

DIJINA – Nome iniciático dos filhos-de-santo dos candomblés de nação angola.
DILONGA – Prato que representa uma das ferramentas, ou melhor, um dos utensílios de Ogum.

DILOGUN (Érìn dínlógun) – Nome dado à adivinhação com búzios que podem ser de 4 à 36 (mais comumente 16). Nesse jogo de Ifá as respostas ao oráculo são dadas por Exú
DOBALÊ – É assim chamada a saudação dos médiuns que possuem guias femininos.

DÓBÁLÈ – Cumprimento prescrito aos iniciados de Orixás femininos diante dos lugares consagrados ao culto, pai ou mãe-de-santo, Orixá e graus hierárquicos elevados. 0 termo iká designa o seu correspondente para o caso de filhos-de-santo de brisa masculinos.

DODÔ - banana da terra frita.

DOLOGUM ou DILOGUM – Guia com 16 fios

DUDU – Preto.

DURÔ - esperar.


Palavras Indígenas

D

DAMACURI - tribo indígena da Amazônia.

DAMANIVÁ - tribo indígena de RR, da região do Caracaraí, Serra Grande e serra do Urubu.

DENI - tribo indígena aruaque, que vive pelos igarapés do vale do rio Cunhuã, entre as desembocaduras dos rios Xiruã e Pauini, no AM. Somam cerca de 300 pessoas, e os primeiros contatos com a sociedade nacional ocorreram na década de 60.


E


ÉÈDÌ - encanto, feitiço
ÉÈGUN - ossos, ossos humanos
ÈKÉ - pessoa mentirosa, falsa, fraudulenta
ELÉGBÒGI - curandeiro que usa ervas
ELÉSÙ - pessoa que adora o mensageiro Èsú

EBÁ - pirão de farinha de mandioca ou inhame.

EBAME ou EBAMI – Filha de Santo com mais de 7 anos.

EBÉ - sociedade.
EBI – Serpente que é representada por um ferro retorcido, fazendo parte da ferramenta de Xangô, colocada junto com o machado.
EBIANGÔ – Planta muito usada pelos negros em amuletos e que é tida como portadora de virtudes mágicas, como por exemplo, afastar espíritos maléficos.
EBIRI – Símbolo de Oxumaré

EIYELE – Pombo.
EBÔ – Despacho. Presente para Exu. Oferta que se oferece em encruzilhadas ou em qualquer outro local.
EBÓ – Líquido com vários vegetais não fermentados, sendo preparado para diversos casos: Banhos, banhos para a cabeça, limpeza de ambiente, etc.. Cada ebó tem um preparo diferente para cada situação diferente. Antes de ser usado, é benzido (cruzado) por um Guia.
EBOMIM – Designação do médium feminino quando conta mais de 7 anos desenvolvimento.

EBÔMIN – Pessoa veterana no culto; título adquirido após a obrigação de sete anos. Opõe-se a iaô, sendo equivalente a vodunci.

EFI - fumar
ÉGBÉÉ - amuleto de proteção para o Orixá (Ògún)
EGBÒ - chaga, ferida
ÉGÚN - espírito dos ancestrais

EDUN - nome próprio.

EDU – Carvão.

ÈÈWÒ – Quizila.

EFUN – Nome dado a argila branca com que são pintados os neófitos. Essa pintura corresponde ao que se chama de “mão-de-efun” (18-Efum). Como sinônimo de efum ocorre, também, afin.
EGUNGUN – Materialização de encarnados. Aparição. Evocação de Ancestrais e Espíritos Protetores.
EGUNS ou EGUM ou EGÚN – Espíritos desencarnados. Almas.
EJILÉ – Pomba que é destinada ao sacrifício com a finalidade de ser empregada em algum trabalho.

EJI - chuva

EJÉ - sangue.

EJÓ – Cobra.

ÈKÉ - pessoa mentirosa, falsa, fraudulenta
ÉKÚ - rato
EKEDI ou EQUÉDE – São as auxiliares femininas das Mães Pequenas. ekedis não incorporam, mas tem autoridade sobre as Entidades como uma Mãe Pequena

EKÓ - comida feita com milho branco ou de galinha; acaça.

EKU - preá.
ELEDÁ – Anjo da Guarda
ELEGBÁ – Espírito Maléfico

ELÉGBÒGI - curandeiro que usa ervas
ELÉSÙ - pessoa que adora o mensageiro Èsú

ELEBÓ ou ELÉEBO - aquele que faz o sacrifício.

ELEMAXÓ - título de um sacerdote no culto de Oxalá.

ELERIN - um dos Obá da esquerda de Xangô.

ELESSÉ - que está aos pés, seguidor.

ÊPA – amendoim.

EMI – Vida

ENI – Nome dado a esteira de palha utilizada pelos neófitos, sobretudo durante o período de reclusão. É empregada como “mesa”, “cama” e “tapete” em distintos ritos. No candomblé é usual a expressão “irmãos-de-esteira” para designar o conjunto de neófitos reclusos ao mesmo tempo, e que eventualmente tenham partilhado esse artefato simbólico na liturgia da iniciação.
ENU – Boca
ENCANTADO – Ser que não morreu, foi arrebatada.
ENCOSTO – Espírito que consciente ou inconsciente, aproxima-se da pessoas vivas, prejudicando em diversos setores da sua vida (econômica, saúde, pessoal, familiar, amorosa).
ENCRUZAR – Ritual umbandista no início de um período ou sessão, consistindo em fazer uma cruz com a pemba na nuca, na palma da mão, na testa do médium e na sola do pé. Isso fecharia o corpo do médium e protegeria, fortificaria sua mediunidade e ajuda também a estabelecer uma ligação mais firme com os Guias Espirituais. No encruzamento dos médiuns é entonado um canto próprio para a ocasião
ENDÁ – Diz-se a coroa imaterial que acompanha o médium em desenvolvimento após a iniciação. Sinônimo de aura.

EPÔ – Azeite
EPÔ- PUPA – Azeite de dendê

ERAN – Carne
ERÊ – Espírito infantil. Criança
ERÓ – Segredos e Ensinamentos revelados aos médiuns no terreiro em seu desenvolvimento.

ÉRAN - carne.

ERU - carrego.

ERÚKÉRÉ - emblema feito com cabelo de animais, usado por Oxosse, Oyá, Egum e pessoas importantes do culto.
ERUEXIM – Rabo de cavalo, espécie de espanador usado por Iansã

EQUÊ – Mentira.

ETU - conquém.

EUÁ - nome de um orixá.

ESSA – Espíritos de ancestrais ilustres do candomblé.

ESAN – Vingança.
ESPIRITISMO DE LINHA – Designação dada a Umbanda e as sessões no terreiro.
ESPIRITISMO DE MESA – Designação dada a Umbanda nas sessões de cura por médicos incorporados.
EXÊS – Partes dos animais sacrificados para serem oferecidos aos Orixás.

EXÚ – Primogênito da criação. Também conhecido como Elegbará (jeje) é popularmente referido como compadre ou homem-da-rua. Suscetível, irritadiço, violento, malicioso, vaidoso e grosseiro. Dizem que provoca as calamidades publicas e privadas, os desentendimentos e as brigas. Mensageiro dos’ Orixá e portador das oferendas. Guardião dos mercados, templos, casas e cidades. Ensinou aos homens a arte divinatória. Costuma-se sincretizá-lo com o diabo. Ocorre tanto em representações masculinas como femininas. Nas casas angola é Bombo gira; nas casas angola congo é (Exúlonã). Na umbanda tem múltiplas personagens, entre elas, Pomba-Gira. Suas cores são o vermelho e o preto. Saudação – “Laró yè!”. nome de um importante orixá erroneamente associado ao diabo católico.


Palavras Indígenas

E

EÇAI - olho pequeno.

EÇABARA - o campeador.

EÇARAIA - o esquecimento.

ETÊ - bom - honrado - sincero - eté.



F


– Raspar

FADAKA – Prata

FALANGE – Falange em Umbanda significa a subdivisão de Linhas onde cada falange é composta de um número incalculável de espíritos orientados por um Guia chefe da mesma.
FALANGEIRO – Chefe de falange. Guia Chefe.

FAMÍLIA-DE-SANTO – Termo de referencia que designa os laços de parentesco místico nos quais incorre o filho-no-santo em virtude da iniciação – 0 mesmo que adóxú e iaô.

FATUMBI - título de um sacerdote de ifá.
FAZER MESA – Abrir a sessão, abrir a gira.
FAZER OSSÊ – Cerimonia semanal que consiste no oferecimento de alimento e/ou bebida preferida dos Orixás.

FAIYA - encantar, seduzir
FÁRI - cortar o cabelo com lâmina

FE - há muito tempo
FÈRÈ - flauta
- amar
FÉNIYAWO - casar
FECHAR A GIRA – Encerrar os trabalhos no terreiro.
FECHAR A TRONQUEIRA – Ato de defumar e cruzar o terreiro – os quatro cantos do terreiro – evitando que espíritos perturbadores ou zombeteiros atrapalhem o culto.

FENUKÓ – Beijar
FERESE – janela
FEITO – É o médium masculino desenvolvido dentro do terreiro.
FEITO DE SANTO – Iniciação do desenvolvimento de um médium.
FEITA(O) NO SANTO – Médium que teve o cerimonial de firmeza de cabeça por haver completado seu desenvolvimento mediúnico.

FIJÚBÀ - respeitar

FILÁ - gorro.
FILHO DE FÉ – Denominação para adeptos da Umbanda
FILHO OU FILHA DE SANTO – Médium que se submeteu a doutrina e todo ritual.

FILHO-PEQUENO – Termo de parentesco místico que se refere a um laço interposto pela iniciação entre um noviço e seu padrinho, gerando obrigações e deveres semelhantes aos do compadrio (Mãe-pequena).

FIRMA – Fecho de colar de forma cilíndrica. Suas cores indicam a vinculação de seu portador a um determinado Orixá.
FIRMAR A PORTEIRA – É a segurança para os trabalhos da sessão que será realizada. Esse trabalho pode ser simbolizado por um ponto riscado na tronqueira, uma vela acesa, conforme critério do terreiro.
FIRMAR O PONTO – Concentração coletiva que se consegue cantando um ponto puxado pelo Guia responsável pelos trabalhos. O Ponto Firmado pode ser apenas cantado como também riscado ou a combinação de ambos. Significa também quando o Guia dá seu ponto cantado e/ou riscado, como prova de identidade.

FO – Lavar

FÓN –Jeje. Nação.

FÒIYA - estar com medo, amedrontado
FOWÓLÉRÁN - agir com paciência
FUNFUN - branco
FÚNWINIWINI - garoar
FÚNLÈFÓRUN - dar liberdade, agir de maneira certa
FÚÙ - o som feito pelo vento

FUN - dar.

FUNFUN – Branco

FUNKÉ - nome sacerdotal.



G


GÁÀRI - refeição feita de farinha de mandioca
GALA - veado, alce

GÁÀRI - refeição feita de farinha de mandioca

GA – Alta, grande

GAN - outro nome do agogô.

GALIBI - tribo indígena da margem esquerda do alto rio Uaçá, no estado do Amapá
GARRAFADA – Remédio preparado por Pai/Mãe de Santo, o qual consiste numa maceração de vegetais em aguardente. A preparação dos ingredientes são puramente naturais.

GARI – Farinha

GE – Cortar

GERIBÁ - é o nome de um tipo de coqueiro

GÉNDÉ - homem forte
GÈLÉDÉ - sociedade dedicada a homenagear os ancestrais
GIRA – Corrente espiritual. Caminho.

GÓÒLÙ - ouro
GÒMBÓ - cicatriz; marca no rosto que indica linhagem

GOITACÁ - nômade, errante, aquele que não se fixa em nenhum lugar
GONGÁ – O mesmo que congar. Altar dos santos católicos e orixás africanos.

GUM - subir
GÙM - pessoa alta
GUNNUGUN - abutre, urubu

GBABE - esquecer
GBADA - faca com lâmina grande
GBÀDÚRÀ - rezar
GBAGBO - acreditar
GBAGUDA - farinha de mandioca
GBAJUMO - cavalheiro; homem gentil
GBÉ - levantar
GBÉDÈ - agir de maneira inteligente
GBÉRÈ - cumprimentos
GBESE - dívida
GBÉYÀWÓ - casar

GUIA – conta de miçangas ou de cristal ou mesmo de porcelana, da cor especial do Orixá ou Entidade Espiritual que representa e identifica. Pode também significar o próprio orixá, quando se trata de um preto-velho, caboclo, baiano, boiadeiro ou marinheiro.

GURURU – Pipoca

GANZÁ – Instrumento musical de percussão, semelhante a um chocalho, geralmente de folha-de-flandres e forma cilíndrica, contendo em seu interior pedaços de chumbo ou seixos.




Palavras Indígenas

G

GALIBI - tribo indígena da margem esquerda do alto rio Uaçá (AP).

GERIBÁ - nome de um coqueiro.

GOITACÁ - nômade, errante, aquele que não se fixa em nenhum lugar.

GUARÁ (1) - iguara, ave das águas, pássaro branco de mangues e estuários com grande amplitude de maré ou de fluviometria (i, ig, ara).

GUARÁ (2) - aguará, aguaraçu, mamífero (lobo) dos cerrados e pampas (açu).

GUARÁ (3) - vermelho. Na fauna brasileira, exemplos de animais são o lobo guará e o pássaro guará. Procure na internet imagens desses animais

GUARANI (1) - raça indígena do interior da América do Sul tropical, habitante desde o Centro Oeste brasileiro até o norte da Argentina, pertencente à grande nação tupi-guarani.

GUARANI (2) - grupo lingüístico pertencente ao grande ramo tupi-guarani, porém mais característico dos indígenas do centro da América do Sul.

GUARANI (3) - são os índios do interior da América do Sul tropical, que habitam desde o Centro Oeste brasileiro até o norte da Argentina; pertencem à nação tupi-guarani. Também é a língua falada por alguns grupos tupi-guarani

GUARINÍ - guerreiro, lutador

GUARATINGUETÁ- reunião de pássaros brancos.

GUARANÍ - guerreiro, lutador.


H

- expressão de prazer

HAMUNYIA – Cadencia executada pelos atabaques e agogôs que capitula a estrutura dos diferentes toques que marcam o xiré . Mais conhecida por Avamunha.

HALÈ - amedrontar, ameaçar, intimidar

HALO – Luminosidade que envolve um espírito de grande elevação.
HOMEM DAS ENCRUZILHADAS – Exú
HUMULUCU – Comida Africana feita de feijão fradinho, azeite-de-dendê e diversos temperos. Também conhecida como Omolucum.

HE - pegar, apanhar
- ferver
HUN - tecer, trançar
HÙWÀ - comportar-se


I


IA – Mãe
IA IA – Avó

I- quer dizer "água", e também "pequeno", "fino", "magro"

IANDÊ- quer dizer "você".

IANGUI - nome do rei dos Exu.

IANLÉ - as partes da comida que são oferecidas ao orixá.

IBÁ - cuia.

ÌBÀ - homenagem em respeito aos Orixás
ÌBAMOLÈ - forças espirituais que são merecedoras de respeito
IBÀ PÓJÚPÓ - febre muito alta

IABÁ ou IABASSÉ – Cozinheira que conhece e prepara as comidas dos Orixás. Cozinheira do culto.

IÁLAXÉ – Titulo honorifico geralmente ostentado pela própria mãe-de-santo, significando “mãe-do-axé” ou “zeladora-do-axé”.
IALORIXÁ – Designação dada a qualquer mãe-no-santo.
IAÔ – Médium feminino no primeiro grau de desenvolvimento do terreiro.

IÁ-EFUN – Especialista ritual encarregada das pinturas corporais durante o período de iniciação. Embora esse título honorífico signifique literalmente “mãe-do-efum”, o ofício litúrgico não se limita às pinturas com o pigmento branco (efum). São também empregados: wájí e Oxum, respectivamente as cores azul e vermelho.

IBAN – Queixo

IBI- terra

IBIRI - objeto de mão, usado pela orixá Nanã, feito em palha, couro e contas.

IBITINGA- terra branca.

IBITIRUNA- montanha preta

IBÓ - lugar de adoração.

IBÔ - mato.

IBÒÒJI - sombra
IBÚLÈ - àrun - leito de doença
IBÚLÈ – IKÚ - leito de morte
IBÙSÙN ÒKÚ – cemitério

ÌDÁWÒ - consulente de adivinhação

IDA – Espada
IDA-OBA – Espada do Rei
IDERUBA – Fantasma
IDODO – Umbigo
IJO – Dança

IDÍ ou ODI – Ânus, nádega

IFÁ – Deus dos oráculos e da adivinhação. Senhor do destino. Há quem afirme ser sua representação a cabaça envolvida por uma trama de fios de búzios. Sua cor é o branco. Seu dia é a quinta-feira. Conhecido também como Oromilá, “somente-o-céu-sabe-quem-será-salvo”. Saudação – “Epa Babá”.

IFÁYABLE - visão mística
ÌFESEJI - perdão
IGA - quintal de um ancião
ÌGBÀ - história
IGBADO - milho

IGI – Árvore

IG- também quer dizer "água", como "I"

IGBÁ ODÙ – Expressão iorubá que designa a cabaça ou o artefato litúrgico que contém no seu interior os elementos simbólicos e as substancias que tornam possível a existência individualizada.

IGBÁ-ORÍ – Expressão yoruba que designa, no rito do bori, o recipiente em que vão sendo depositadas as substancias constitutivas e reveladoras da identidade do sacrificante. Literalmente significa “cabaça-da-cabeça”. Na liturgia dos candomblés é frequentemente utilizada a forma ibá, com o mesmo sentido.

ÌGBÍN – Cadência rítmica lenta executada pela orquestra cerimonial em louvor a Oxalá. 0 termo designa também o molusco gasterópode terrestre, com concha uni valva, corpo prolongado e tentáculos na cabeça. E o caracol também conhecido como “o boi de Oxalá” e sua oferenda predileta. Na linguagem corrente dos
candomblés é usual a forma ibi.

IGUAÇU- é a "água grande", "rio ou lago grande".

ÌJÈSÃ – Nação.
IJEXÁ – Ritual africano. Os adeptos do Ijexá temem os mortos e apressam-se em expulsá-los dos terreiros, e também nome de uma região da Nigéria e de um toque para orixá Oxum, Oxalá e Ogum.

ILÊ – Casa

ILÉ-ÒRÌSÀ – Expressão yoruba que designa a dependência de uma casa-de-santo onde se encontram depositadas as diferentes insígnias e objetos que compõem a representação emblemática de cada um dos Orixá. É também conhecida a forma “quarto-de-santo” ou “casa-de-santo”

IKÁ - modo de deitar-se das pessoas de orixá feminino, para saudação.

ÌKÓÒDÍDE – Pena vermelha do papagaio-da-costa (Psittacus eritacus, sp.). Simboliza o nascimento do novo filho-no-santo e, de um modo geral, a fecundidade.

IKU – morte.

INKICE – Orixá.

INÃ - fogo

INDAIÁ- é um certo tipo de palmeira.

IPANEMA- água ruim.

IPADÊ – Reunião

IPETÉ - inhame cozido, pisado, temperado com camarão seco, sal, azeite de dendê e cebola.

IRÊ - bondade.
IORUBÁS – Negros africanos que falam a linguagem nagô.

IUINDEJÀ - título sacerdotal.
IUINTONÃ - título sacerdotal.
IR PARA A RODA – Uma frase que traduz o desenvolvimento da mediunidade na corrente.

IRA- quer dizer mel; lembre-se de Iracema e de Irapuã

IRAPUÃ- mel redondo

IRMÃO-DE-AXÉ – Termo de referência que designa a relação de parentesco místico entre os membros de uma mesma casa-de-santo. Diz-se, também, irmão-de-santo.

IRMÃO-DE-BARCO – Que tem saída no mesmo dia “Barco”.

IRMÃO-DE-ESTEIRA – Que tem a deitada no mesmo dia “Eni”.
ITÁ DE XANGÔ – Pedra caída junto com o raio.

ITA- pedra; muitos lugares do Brasil têm "ita" no nome: Itaúna, Itaipava, Itabirito.

ITAGI- machado de pedra.

ITAGUAÇU- pedra grande.

ITAIPAVA- parte do rio que tem muitas pedras e não é navegável; corredeira

ITAIPÚ- significa "água que ronca".

ITAMARACÁ- pedra que faz barulho (maracá é um tipo de chocalho indígena)

ITANHAÉM- vem de "ita", que quer dizer "pedra", e "nhaém", que significa "que canta". Itanhaém é a pedra que canta

ITAPAGIPE- palavra Tupi que significa "rio de pedra chata".

ITAPUÃ- pedra erguida.

ITATIBA- "muita pedra" ou "abundância de pedras"

ITAÚNA- quer dizer "pedra preta"

ITORORÓ-". Significa "barulho de água", ou pequena fonte

IXU - inhame.

IYALAXÉ - mãe do axé do terreiro.
IYALODÉ - um alto título, líder entre as mulheres.

IYÁ EGBÉ – Titulo honorífico importante na hierarquia dos terreiros que distingue sua portadora como “mãe-da-comunidade”.

IYAMASÊ - orixá da casa de Xangô.
IYAMORÔ - título de uma sacerdotisa do templo de Obaluaiê.


Palavras Indígenas

I

I - água - pequeno - fino - delgado - magro

IACAMIM - acamim (jacamim).

IAÉ (kamaiurá) - Lua - aamo (xavante) - airequecê.

IANDÉ - a constelação Orion.

IANDÊ - você.

IAPUÇÁ - uma das espécies de macacos (japuçá, jupuçá, jauá, sauá).

IBA (1) - iwa - iua - iva - ruim - feio - imprestável - (paraíba).

IIBA - variação de ubá - madeira - árvore.

IBI - terra.

IBITINGA - terra branca (tinga).

ICARAÍ – Água sagrada

IG -água - (i).

IGUAÇU - Água grande - lago grande - rio grande.

INDAIÁ - um certo tipo de palmeira

IRA - mel (Iracema, irapuã).

IRACEMA - lábios de mel (ira, tembé, iratembé).

IRAPUÃ - mel redondo (ira, puã).

IRATEMBÉ - lábios de mel (Iracema, ira, tembé).

IRUPÉ - a vitória régia.

ITA - pedra (itaúna).

ITAIPU - pedra preta

ITAJUBÁ - pedra amarela (ita, ajubá).

ITATIBA -muita pedra, abundância de pedras (tiba).

ITAÚNA - pedra preta (ita, una).

ITÉ - ruim - repulsivo - feio - repelente - estranho (abaité).

IU - yu - ju - espinho - (jurumbeba).

IUA - iva - iua - iba - ruim - feio - imprestável - (paraíba).

IUÇARA - juçara - jiçara - palmeira que dá palmito.

IVA - iwa - iua - iba - ruim - feio - imprestável - (paraíba).

IVITURUI - - serro frio; frio na parte mais alta de uma serra.

IWA - iva - iua - iba - ruim - feio - imprestável – (paraíba).


J

JADE - sair

JÁDEOGUN - preparar o combate


JÁDE - atacar

JAJÁ – Esteira

JABAQUARA- quer dizer "rio do senhor do vôo".

JABONAN – Assim chamada a auxiliar da Babá.

JAÇANÃ - ave que tem as patas sob a forma de nadadeiras, como os patos.

JACARÉ - de origem tupi, é o nome comum a várias espécies de crocodilos. O jacaré é um animal da família Alligatoridae (lê se "aligatoríde"). O maior tipo de jacaré pode chegar a cinco metros de comprimento! Esses répteis super desenvolvidos põem ovos e vive em água doce

JACAÚNA- indivíduo de peito negro.
JACULATÓRIA – Oração curta. Reza resumida e fervorosa.
JACUTÁ – Denominação de altar. Casa do santo.

JADE – Sair

JALÈ – Roubar

JAGUAR - quer dizer "cão" ou "lobo"

JAGUNJAGUN – Guerreiro, Soldado

JARAGUÁ- o senhor do vale, montanha grandiosa.
JESUS – Oxalá

JEUM – Comer

JE - comer
JE EWO - má sorte que vem como o resultado de uma violação de tabu/regra
JÉJÉ - rogar uma praga
JEUN - comer
JÉWÓ - confessar
- acordar
JIGI - espelho
JIJE - comer
JIKELEWI - borrifar
JIBONAN – Designação do fiscal de trabalhos do terreiro.

- dançar.
JOBI - título sacerdotal.
JOÉ - aquele que possui título.

JOKO – Sentar
JÓNÁ - estar em chamas

JI - despertar

JIMI – Acorda-me

JINSI - título sacerdotal.

JUÇARA- é uma palmeira fina e alta, típica da mata atlântica, da qual se tira o palmito, um legume branco e macio, muito gostoso de se comer

JUREMA – Uma das caboclas de Oxosse, chefe de falange. Local onde todos os caboclos ficam espiritualmente.

JUPIÁ- espinheiro.

JURUBEBA- palavra também muito conhecida, dá nome àquela planta espinhosa e sua fruta, tida como medicinal



Palavras Indígenas

J

JABAQUARA - rio do senhor do vôo (iabaquara, abequar).

JACAMIM - ave ou gênio, pai de muitas estrelas (Yacamim).

JAÇANÃ - ave que possui as patas sob a forma de nadadeiras, como os patos.

JACAÚNA - indivíduo de peito negro.

JACU - yaku - uma das espécies de aves vegetarianas silvestres, semelhantes às galinhas, perus, faisões, etc.

JACUÍ - jacu pequeno.

JAGUAR - yawara - cão - lobo - guará.

JAGUARACAMBÉ - cão de cabeça branca (ya'wara = cão)+(a'kãg = cabeça)+(peba = branco) - aracambé - cachorro-do-mato-vinagre.

JAPIRA - mel, ira (yapira).

JAPUÇÁ - uma das espécies de macacos (iapuçá, jauá, sauá).

JAUÁ - japuçá (iapuçá, sauá)

JAVAÉ - tribo indígena que habita o interior da ilha do Bananal, aparentada com os carajás, da mesma região.

JAVARI - competição cerimonial desportiva religiosa.

JÉ- grupo etnográfico a que pertence o grosso dos tapuias - jê - gê.

JERU - ayu'ru - árvore de madeira dura, com frutos de polpa comestível - papagaio - ajeru - ajuru - juru.

JU - yu - iu - espinho - (jurumbeba).

JUÇARA - palmeira fina e alta com um miolo branco, do qual se extrai o palmito, típica da mata atlântica - piná - iuçara - juçara - (açaí).

JUMANA - tribo do grupo aruaque, habitante da região dos rios Japurá e Solimões (amazônia Ocidental) - ximana - xumana.

JUMBEBA - cacto (ou uma espécie de) - jurumbeba - (ju - mbeb).

JUPUÇÁ - iapuçá; japuçá.

JURU - árvore de madeira dura, com frutos de polpa comestível - papagaio - ajeru - jeru - ajuru.

JURUBATIBA - lugar cheio de plantas espinhosas (ju - ru - uba -tiba).

JURUBEBA - planta (espinhosa) e fruta tida como medicinal (o fruto é, normalmente, verde e perfeitamente redondo, sendo muito amargo - é pouco maior que a ervilha) - jurumbeba.

JURUMBEBA - folha chata com espinhos - cacto (ou uma espécie de) - jumbeba - (ju – mbeb).


K


KÀDÁRÀ - destino
KÁBIYÈSÍ - cumprimento de respeito a um rei (oba)
KÁBÍYÈSÌLÈ - expressão de respeito a um chefe ou mais velho
K'ÀGÒ - pedir permissão para entrar em uma casa
KALÈ - sentar
KAUÁ - estar em chamas
KÁRÒ - bom dia
KÁRÙN - ficar doente
KÀWE - ler
KÁWÓ - saudação, aclamação
- cortar
KEDERE - clarear, esclarecer
KÉKERÉ - pequeno
KÉRÉ - ser pequeno
KÉHÌNDÉ - o segundo gêmeo a nascer
KÍKÚN - mortal
KINIUN - leão

– Ler, contar

KAÁ- quer dizer "mato".

KAAPORA- aquilo ou quem vive no mato; daí vem o nome da Caipora

KAIODÉ - nome de uma sacerdotisa de Oxosse.

KAÔ – Saudação de Xangô. Salve! Viva!

KAN - um (número cardinal), ou Azedo
KANKANFÔ - um dos obá da direita de Xangô.
KARDECISMO – Um dos pontos básicos em que se fundamentam todas as teorias espiritualistas. Decodificação do Espiritismo por Alan Kardec, de onde originaria o nome Kardecismo.
KARMA – É a consequência de vidas passadas, as quais dirigem a presente e organizam as futuras encarnações.
KAURIS – Búzios, utilizados no jogo do delogum. Outrora também serviram de dinheiro na Africa.

KEFÁ - sexto número ordinal.
KEJILÁ - décimo segundo (numero ordinal).
KEKERÊ - pequeno.
KETÀ - terceiro (nº. ordinal).
KIBANDA ou KIMBANDA – No termo, significa KIM (gênio do mal) para BANDA (lado), ou seja, Quimbanda ou Quibanda significa o Lado do Mal. Também conhecido como culto de magia negra, neles trabalham exus-zombeteiros, espíritos vingativos, enfim todos os espíritos que não aceitam Doutrinação Divina e estão ainda ligados ao lado material.
KIUMBA – Espírito maléfico e obsessor. Espírito atrasado e sem nenhuma luz. Zombeteiro.

KO DARA – Ruim

KORÓ – Fel, amargo

KOSI – Nada
KÒTÒ – Buraco

KOLABÁ - nome de uma sacerdotisa do culto de Xangô.
KOPANIJÊ - um toque especial do orixá Obaluaiê.
KOXERÊ - que seja feliz, e que tudo de bom aconteça.

KURU – Longe

KU – Morrer


Palavras Indígenas

K

KAÁ - Caá - mato.

KAAPORA - aquilo ou quem vive no mato - caapora – caipora.

KAUÃ - gavião

KABU' RÉ - caburé - cafuzo - caboclo - caipira - indivíduo atarracado, achaparrado.

KAMBY - leite - líquido do seio.

KALUANA - lutador de uma lenda da tribo kamaiurá.

KAMIAURÁ - camaiurá - tribo indígena tupi que vive na região dos formadores do Xingu, entre a lagoa Ipavu e o rio Culuene (MT).

KARIOKA - carioca - casa do branco.

KI'SÉ - faca velha e/ou enferrujada e/ou cheia de dentes e/ou sem cabo - quicé - quicê - quecé - quecê.

KU'IKA - cuica - espécie de rato grande com o rabo muito comprido, semelhante ao canguru - instrumento de percussão

KURUMÍ - menino (curumim)



L


- sonhar
LÁBELÈ - secretamente
LÁIKÚ - imortal
LÀI - LÀÍ - o começo (considerar tempo)
LÁÍ - LÁÍ - para sempre
LÀLÓJU - esclarecer, iluminar
LUKON - pênis

– Abrir

LABÁ - bolsa de couro usada no culto de Xangô.

LAÇAR O COBREIRO – É assim chamada a oração que se escreve com tinta em volta do “cobreiro” para fins curativos.

- forte.
LESSÉ - aos pés (lessé orixá – seguidores do orixá)
LÁGRIMAS DE NOSSA SENHORA – Além do capim e da miçanga, assim também são conhecidas as contas de semente dessa planta para confecção de terços, guias e outros objetos.
LANCATÉ DE VOVÔ – É o mesmo nome por que é conhecida a igreja Nosso Senhor do Bonfim, em Salvador – Bahia.

LARIN – Moderado
LAVAGEM DE CABEÇA – A lavagem de cabeça é feita derramando-se o Amaci (banho preparado especialmente para essa cerimônia) sobre a cabeça do médium, enquanto se entoa um ponto de caboclo. A confirmação do Guia de Cabeça verifica-se após a lavagem de cabeça, quando o Guia incorpora e risca seu ponto em frente ao congar.

LAILAI – Para sempre

LÉTÒL'TÒ - segmentos de um ritual
LÉWÀ - ser bonito

LILE – Feroz, violento
LINHA – União das falanges, sendo que cada um tem seu chefe.
LINHA BRANCA – Linha de Guias que não cruzam com a linha da esquerda.
LINHA CRUZADA – É quando se unem duas ou mais linhas com o fim de tornar mais forte um trabalho no terreiro. Normalmente esse cruzamento se dá com um guia da direita com um da esquerda.

LILÓ – Partir
LÓDÈ - do lado de fora
LODÊ ONI - no presente
LÓKUN - forte
LÓNI - hoje
LÓWÒ - ser rico, ter abundância
LÓKAN - bravo
LUKON - pênis

- ir.
LODÊ - lado de fora; lá fora.
LODÔ - no rio.
LOGUN - pessoa que pertença ao orixá Ogum.
LOGUN EDÉ - nome de um orixá, filho de Oxosse e Oxum.

LONÁ – no caminho

LOWO – Rico

LU – Furar


Palavras Indígenas

L

LAURARE (karajá) - marimbondo

LAURÉ (pauetê – nanbiquara) - arara vermelha


M


MA - de fato, realmente
MAGA - sacerdote chefe do Orixá Xangô (Sàngó)
MÀLÚÙ - boi
MÀRÌWÒ - folhas de palmeira

MACAIO – Coisa ruim e sem nenhum valor.
MACUMBA – Termo antigo que se denominava aos cultos dos escravos nas senzalas. Candomblé. Depois esse termo passou a ser vulgar e tornou-se como feitiço ou culto de feiticeiros.
MACUMBADO – enfeitiçado
MADRINHA – O mesmo que Mãe de Santo, Babá.
MÃE D´ÁGUA – Iemanjá.
MÃE de SANTO – Médium feminino chefe ou dirigente de terreiro, Madrinha, Babá.
MÃE PEQUENA – Médium feminina desenvolvida e que substitui a Mãe de Santo. Auxiliar das iniciadas (iaôs) durante o seu desenvolvimento mediúnico.
MALEME ou MALEIME – Pedido de socorro, de clemencia, de auxilo ou ajuda, de misericórdia. Podem vir em forma de cânticos ou preces pedindo perdão.

MALU – Boi

MATAMBA – Iansã.

MANDINGA – Feitiço

MANDIOCA- todo o mundo conhece, e a maioria adora: é o aipim, a macaxeira, uma raiz que é o principal alimento dos índios brasileiros. Se você nunca provou, aproveite agora - faz parte da história do seu país
MANIFESTAÇÃO – Quando o corpo do médium é tomado por um Guia. Conhecido também como transe mediúnico, incorporação.
MARAFA ou MARAFO – aguardente, cachaça.

MARIÔ - tala do olho do dendezeiro desfiada.
MAU OLHADO – Quebranto, feitiço. Doença ou mal estar causado por um olhar mau, invejado.

MAWU – Uma qualidade de Oxalá

MÉJÌ - dois
MÉRIN - quatro
MÉRÌNDILÓGÚN - dezesseis (16), também usado para referir a um sistema de adivinhação usado pelos iniciados de Orixás que está baseado nos primeiros dezesseis versos da divindade Ifá (Odù)
MESA BRANCA – Trabalhos no terreiro quando há incorporação apenas de médicos e enfermeiras.

MEJE – Sete

MEJEJI – Duas vezes

MEMBIRA- significa "filho" ou "filha".
MEISINHA – Despacho, mandinga, trabalho.

MI – Viver

MI-AMIAMI – Farofa oferecida para Exu
MIRONGA – Feitiço, segredo, feitiço feito pelos Espíritos Nagôs.
MISTIFICAÇÃO – É o mais importante dos casos do falso espiritismo, pois constitui um recurso muito empregado por falsos médiuns, ou pessoas de má fé, com a finalidade de auferirem vantagens pecuniárias e aumentarem sua fama e sua vaidade.

MÍRÀN - outro
MO - eu
MOJÚ - saber, conhecer
MÓORU - tempo quente
MU - beber

MO – Eu

MODÊ - cheguei.
MOGBÁ - título de um sacerdote do culto de Xangô.
MOJUBÁ - apresentando meu humilde respeito.

MOJÚBÀ – Louvação endereçada aos ancestrais ilustres, forças da natureza e aos próprios Orixá, durante os ofícios litúrgicos.

MORUMBI- morro, colina verde.

MOTIRÕ - é o "mutirão", uma reuni"ao de pessoas para colher ou construir algo juntos, uns ajudando os outros

MUN – Beber
MULÓ – Levar embora
MUCAMBA – O mesmo que cambone.
MUZAMBÊ – Forte, vigoroso.

MUZENZA – Diz-se dos filhos-de-santo nos candomblés de “nação” angola. 0 mesmo que iaô. Por extensão, designa a primeira saída pública do neófito no rito angola. Significa, literalmente, “estranho ser animado”, na etimologia da língua kikongo.


Palavras Indígenas

M

MACABA - fruto da macaúba (comestível - coco de catarro

MACAÚBA - ma'ká ï'ba - árvore da macaba (fruta do sertão) - macaíba

MACAÍBA - macaúba

MANAU - tribo do ramo aruaque que habitava a região do rio Negro

MANAUARA - natural de, residente em, ou relativo a Manaus (capital do estado do Amazonas) - manauense

MAIRÁ - uma das espécies de mandioca, típica da região Norte; mandiocaçu; mandioca grande (mandioca, açu)

MANÍ - deusa da mandioca, amendoim (maniva)

MANIOCA - mandioca (a deusa Maní, enterrada na própria oca, gerou a raiz alimentícia), (v. mani, oca, mandioca, mairá)

MANIUA - maniva

MANIVA - tolete ou folha da planta da mandioca; usa-se na alimentação da região Norte, especialmente no Pará. (maniua, mairá)

MANDIOCA - aipim, macaxeira, raiz que é principal alimento dos índios brasileiros (v. manioca)

MARACÁ - mbaraká - chocalho usado em solenidades - bapo - maracaxá - xuatê – cascavel

MARACANÃ - mar grande, mar que corre

MASSAU - uma das espécies de macaco, pequeno e de rabo comprido, comum na região amazônica - sa'wi - sagüim - sauim - soim - sonhim - sagüi - tamari - xauim - espécie de mico

MBARACÁ - maracá - chocalho usado em solenidades - bapo - maracaxá - xuatê - cascavel

MBEB - chato - achatado - mbeba (jurubeba)

MEMBIRA - filho ou filha (v. raira)

MOPONGA - mu'põga - Pescaria em que se bate na água, com uma vara ou com a mão, para que os peixes sejam desviados para uma armadilha - mupunga - batição

MOTIRÕ - mutirão - reunião para fins de colheita ou construção (ajuda)

MU'PÕGA - moponga - mupunga - batição

MUTURÃO (port/tupi) - motirõ


N

- primeiro de todos
NBA - juntar-se
NFE - amar
NJE - bem
NJO - dançar
NI - dizer, ser, alguém, aquele, depende do contexto
NÍGÀTÍ - quando
NIKAN - sozinho
NÍLE - em casa
NKO - não
NLÁ - grande
NLO - indo
NMU - bebendo
NRIN - caminhando
NRO - pensando
NYÍN - você

– Gastar

NAÇÃO – Designa, no Brasil, os grupos que cultuam divindades provenientes da mesma etnia africana, ou do mesmo subgrupo étnico. Mo exemplos do primeiro caso as “nações” congo, angola, jeje, ao passo que o segundo caso é ilustrado por Ketu, ijexá e Oyó, correspondentes aos subgrupos da etnia nagô. Trata-se, na verdade, de categorias abrangentes as quais se reduziram as múltiplas etnias que o tráfico negreiro fez representadas no Pais. 0 termo tem servido para circunscrever os traços dia críticos através dos quais se revela um mundo caracterizado por um notável conjunto de elementos comuns. Tem servido, além disso, paia hierarquizar esse universo em termos da maior ou menor “pureza” atribuída a cada “nação” em virtude de uma suposta fidelidade e autenticidade litúrgicas. NÀNÁ – Divindade das águas primordiais, dos pântanos e brejos. Daí associada quer ao limo fertilizante e a vida, quer a putrefação e a morte. Considerada mãe de Omolu é sincretizada com Sant’Ana. Suas cores são o vermelho, o branco e o azul que exibe em seus colares. Sua insígnia é o Ibiri – artefato confeccionado com a nervura central das folhas do dendezeiro, de ápice recurvo como um báculo. Seu dia é sábado. Saudação –
“Sálùba”

NAGÔ – Nome dado aos escravos originários do Sudão, na África. Considera-se nagô como a religião do antigo reino de Iorubá.

NAJÉ – Prato feito com argila
NIFÉ – Fé, crença na língua iorubá

NILÊ - na casa.

NI – Ter
NÍBI – No lugar
NÍTORÍ – Por que

NIPA – Sobre
NIPON – Grosso.
NOMINA – Oração que é guardada num saquinho e pendurada no pescoço como amuleto para proteção. Patuá.

NOZ-DE-COLA – Obí.

NU – Sumir
NURIMBA – Bondade, amor e caridade.

NHE - é o falar, a língua falada.

NHENHENHÉM - significa "falar muito", "tagarelice"


Palavras Indígenas

N

NANBIQUARA - fala inteligente, de gente esperta - tribo do Mato Grosso (pauetê-nanbiquara - baquara - biquara)

NHE - nhan - nham - falar - fala - língua

NHEENGATU - nhegatu - língua boa - língua fácil de ser entendida (pelos tupis)

NHENHENHÉM - nheë nheë ñeñë, falação, falar muito, tagarelice


O

OCA- cabana ou palhoça, casa de índio

OCARA- é uma praça ou o centro de taba, o terreiro da aldeia.

OBÁ - OBÁ – Terceira mulher de Xangô, Obá é a deusa nigeriana do rio do mesmo nome. Muitas vezes se confunde com Iansã, pois, além de casada com Xangô, usa também espada de cobre. Na outra mão leva, seja um escudo, seja um leque com o qual esconde uma de suas orelhas em lembrança do episódio mítico que deu margem à sua rivalidade com Oxum. No Brasil é sincretizada com Santa Catarina e Santa Joana d’Arc. Seu dia é quarta-feira. Seus colares são de contas alternadamente amarelas e vermelhas de tonalidades leitosas. E saudada como “Obáxireê!

OBARAYI - nome de uma sacerdotisa filha de Xangô.
OBATELÁ - nome de um dos obá da direita de Xangô.
OBAXORUN - nome de um dos obá da esquerda de Xangô

OBASSABÁ – O mesmo que abençoar, benzer.
OBASSALÉA – O mesmo que obassabá.
OBATALÁ – Céu. Abóbada celeste. Deus,qualidade de Oxalá.

OBÉ – Faca
OBÉ FARI – Navalha
OBERÓ – Alguidar
OBRIGAÇÕES – Festas em homenagem aos Guias ou Orixás. São também as determinações feitas aos médiuns ou consulentes pelos Guias com o objetivo de auxilio ou como parte de um ritual do desenvolvimento mediúnico.

OBRIGAÇÃO DE SETE ANOS – E uma das obrigações mais importantes da carreira iniciática. Equivale a um autentico rito de investidura, a partir do qual, tornando-se Ebômi, o filho-no-santo pode proceder a iniciação de outros.
OBSEDIAR – Perseguir. Ação pela qual os espíritos perturbados que prejudicam as pessoas levando a situações econômicas difíceis, loucura, etc.

OBI - Fruto de uma palmeira africana (Cola acuminata, Schott. & Endl. – STER- CULIACEAE) aclimatada no Brasil. Indispensável no candomblé, onde serve de oferenda para os Orixás e é usado nas práticas divinatórias simples, cortado em pedaços.

OBIRIM – Mulher, feminino

OBITIKÔ - Xangô.
OBSSESSOR – Espírito perturbador ou zombeteiro que prejudica as pessoas.

OBO ou AMAPÔ – Vagina órgão sexual feminino

OBURÔ - alto título da hierarquia do culto.
ODÊ - fora, rua.

ODÉ – Caçador
ODI - nome de um odu, jogo de ifá.

ODÒ - rio
ÒDODO - justiça
ODUKUN - batata doce
ODÔ - rio.
ODÓFIN - nome de um dos obá da direita de Xangô.
ODU - a posição em que caem os búzios ou o opelé ifá quando consultados.
ODUDUÁ - orixá criador da terra.

ODÉ – Oxosse. Oxosse mais velho.
ODÔ, IÁ – Saudação de Iemanjá

OFÁ – Arco e flecha
OFÃ – Médium responsável pela colheita e seleção das ervas nos rituais.

ÒFIN - lei, direito

OFUN - nome de um odu.
OGÃ – Auxiliar nas sessões do terreiro. Ogã pode ser um protetor de Terreiro como um Chefe das Curimbas. Ambos tem o mesmo grau hierárquico.

OGUM – Divindade da forja e dos usuários do ferro; por extensão, da guerra e da agricultura e, também, da caça ou de todas as demais atividades que envolvem a manipulação de instrumentos de ferro. É rei de Iré e por isso chamado, no Brasil, Oníré. Costuma ser representado por um semicírculo soldado a base por uma haste, no qual se encontram, pendurados no arco do semicírculo, todo o tipo de instrumentos, que, como o conjunto inteiro, são de ferro. E filho de Iemanjá e irmão de Exú e Oxosse. Por isso, tem a ver com os caminhos, a caça e a pesca. Pertence-lhe a faca sacrificial – o òbe. Os colares são de contas verdes ou azul-escuro (em angola). Seu dia é a terça-feira. Saudação – “Ogum patocorê Ogum Ogunhê!”

OGODÔ - uma qualidade de Xangô.
OGUÊ - instrumento de percussão feito de chifres de boi.

OGBE - crista de galo
OGBO ATO - ficar velho, vida longa
OGBONI - sociedade de homens anciões que adoram o Orixá Onile
ÒGÈDÈ - encanto, feitiçaria

OIN - mel.
OIAKEBÊ - nome de uma sacerdotisa de Iansã.
OIÁ – Outro nome conhecido por Iansã

ÒÒSÀÁLÁ ou OXALÁ - Este é o nome pelo qual se conhece, no Brasil, Obàtálá (o Senhor do Pano Branco) e significa “o grande Orixá”. Filho de Olóòrun foi encarregado por este de criar o mundo e os homens. Nesta ultima condição é portador dos títulos de Àjàlá, Àjàlámò e Alá-morerê. Apresenta-se ora como um jovem guerreiro, simbolizado pelo arrebol – Oxaguian, ora como um velho, curvado ao peso dos anos, simbolizado pelo sol poente – Oxalufan. Suas insígnias, em prata lavrada, são, em consequência, ora a espada e o pilão, ora o opaxorô – um bastão com aros superpostos, adornados de pingentes, encimados por um passado (em geral uma pomba) – símbolo do poder. Costuma-se sincretizá-lo com Nosso Senhor do Bonfim. Sua cor heráldica é o branco e seu dia a sexta-feira. A ele se dedica a grande festa popular da “lavagem do Bonfim” (Lavagem). Saudação – “Eèpàà babá! Eèpàà èé!”

OJÁ - ornamento feito com tira de pano.
OJÉ - sacerdote do culto de Egum ou Egungum.

OJISE - mensageiros
ÒJÒ - chuva
ÒJÒLÁ - jiboia
OJÚ - olho ou face, dependendo do contexto
OJÙ ÀSE - força nos olhos

OJIJI – Sombra

OJÓ - dia da semana.

OJUORÔ – Erva conhecida como alface d'água ou erva de Stª Luzia, Utilizada nas obrigações de ori e feitura de santo Tem uso medicinal como anti-sifilítica, antiasmática, anti disentérica, antiartrítica, anti-herpética, anti-hemorroidária, anti diabética, desinflamatória de erisipela, diurético, emoliente, expectorante, maturativa.
OJU ONA – Olho da rua, ( caminho )
OJU – rosto.
OJUBÓ - lugar de adoração.

OLORUM – Deus
OKÊ – Saudação aos Caboclos. Diz-se assim : Okê Caboclo! Okê Oxosse.

OKÓ – marido.

OKANE – pênis órgão sexual masculino
OKÔ - roça, fazenda.
OKUNLÉ – ajoelhar-se

OLELÉ - bolo feito com feijão fradinho; abará.

OLÓÒJÀ – Expressão iorubá que na língua ordinária significa seja o vendedor, seja o dono do mercado. Na cosmologia do povo-de-santo, a locução dono-do-mercado equivale a um dos títulos de Exú.

OLÓÒRUN – Divindade suprema iorubá, criador do céu e da terra. Deus do firmamento. É o Eléeda, “senhor-das-criaturas-vivas”; o eléèémí “dono-da-vida”; que criou o homem e a mulher a partir do barro, encarregando seu filho, Obàtálá, de moldá-los e animá-los com o sopro vivificante. De caráter inamovível, é o numinoso que permanece fora do alcance dos homens que não Ihe podem render culto. Não tem insígnias. Sua cor é o branco absoluto. É também chamado de Olódùmarè.
OLODÊ - o senhor da rua, do espaço, de fora.
OLORÔGUN - festa de encerramento do terreiro antes da quaresma.

OLÓRÍ – Termo que designa o “dono da cabeça”, isto é, o Orixá pessoal de cada iniciado (Ori).
OLOUÔ - homem rico; senhor do dinheiro.

OLOSSAIN – Sacerdote encarregado da coleta e da preparação ritual das ervas sagradas na liturgia dos candomblés. 0 mesmo que babalossaim.
OLUÁ - senhor.
OLUAYÊ - senhor do mundo
OLUBAJÉ - cerimônia onde Obaluaiê reparte sua comida com seus filhos e seguidores.
OLUKOTUN - o nome do ancestral mais velho, cabeça do culto de Egum.
OLUÔ - o olhador, o que joga os búzios e o opelé ifá.
OLHO-DE-BOI – Semente de Tucumã, gozando de propriedades protetoras contra cargas negativas como feitiços, mau-olhado, inveja. Tem muitas utilidades no terreiro, desde patuás até guia (colar).
OLHO GRANDE – Mau Olhado, inveja, malefício, quebranto.
OLÓDÙMARÈ ou OLORUM – Deus Supremo.

OMI – água.

OMI DUDU – Café preto
OMO - filho, criança.
OMOLU - um dos nome de Obaluaiê.

OMOLOCÔ – Culto de origem angolense.
OMÕRIXÁ - filho de orixá.
ONÃ – caminho.

ONGÉ – Comida
ONÃSOKUN - um dos obá da esquerda de Xangô.
ONIKÒYI - um dos obá da esquerda de Xangô.
ONILÈ - dona da terra.
ONILÊ - dona da casa.

OPAXORÔ - emblema de Oxalá.
OPELÊ DE IFÁ – Rosário deito de pequenos búzios e que é utilizado para ler o futuro.

ÒPÓPÓ - rua
ÒPÙRÒ - mentiroso
ORÍLÈ - nome de uma nação
ÒRISÀ BI - esposa de Orungan

OPÔ - pilastra.
ORI – cabeça.

ORÍKÌ – Conjunto de narrativas da saga mística dos Orixá que proclamam seus feitos. Ocorre também sob a forma de pequenos enigmas endereçados a uma pessoa como voto de bons augúrios.

ÒRÌSÀNLÁ – É um título de Obàtálá, a partir do qual se formou, no Brasil, o nome Oxalá.

ORIXÁ – Qualquer divindade iorubá com exceção de Olóòrun. Seus equivalentes fón são voduns. A designação das divindades do culto angola congo que lhe correspondem é inkice. Essas equivalências são imperfeitas, pois, ao passo que uns são forças da natureza, outros são espíritos que retornam sob a representação de animais, enquanto outros ainda são espíritos ancestrais.

ÒRÚNMÍLÀ – Ifá.
ORÔ - preceito, costume tradicional.
OROBÔ - fruta africana.

ORUN – Céu
ORUKÓ -Expressão iorubá, empregada na liturgia dos candomblés, que significa “qual é o teu nome?”. Ocorre na mais expressiva cerimônia publica do candomblé, conhecida como saída-de-santo, dia-do-nome, saída-de-iaô e muzenza. nome próprio.
ORAÇÃO FORTE – Patuá que consiste em uma oração escrita em pequeno pedaço de papel, que a pessoa preserva em seu poder, quer guardado no bolso, ou dentro de um pano em forma de saquinho pendurado no pescoço a fim de proteger-se ou livrá-la de todos os males.
ORIXÁ – Divindades africanas que representam as forças do Universo Infinito. Espirito puro. Santo.

OSSAE - Orixá das folhas litúrgicas e medicinais, imprescindíveis para a realização do culto. Na África é considerado companheiro de Ifá e também adivinho. Seu emblema são sete hastes de ferro pontiagudas, das quais a haste central é encimada por um pássaro. As sete hastes estão soldadas pela base, formando, no seu ápice, um círculo em torno da haste com o pássaro. As cores das contas de seus colares são o verde (ou azul) e o vermelho leitoso. Seu dia é, para alguns, a segunda, e para outros, a quinta-feira. ,Sua saudação – “EU EU ASA!” orixá patrono das ervas (folhas).
OSÉ - semana; rito semanal.
OSSI - esquerda, ou a terceira pessoa de um cargo.
OSSÁ - nome de um odu ifá

OTA ou OKUTA – Pedra

OTÍ – Álcool

ÒTITÓ - verdade

OTIN NIBÉ – Cerveja
OTIN DUDU – Vinho tinto
OTIN FUM FUM – aguardente
OTIN - aguardente.
OTUN - direita, ou segunda pessoa de um cargo.

OTÁ - pedra ritual, elemento e objeto sagrado e secreto do culto.

OUÔ ou OWO – dinheiro.

OYIN – Mel

OXAGUIÃ - uma qualidade de Oxalá relacionado com o inhame novo.
OXALÁ - o mais respeitado, o pai de todos orixás.
OXALUFÃ - uma qualidade de Oxalá; Oxalá velho.
OXÉ - sabão da costa africana.
OXOSSE – Filho de Iemanjá, irmão de Ogum, companheiro de Exú e Ossae, este Orixá, considerado rei de Ketu, tem o título de ode (o Caçador). No Brasil é sincretizado, seja com São Jorge (na Bahia), seja com São Sebastião (no Rio de Janeiro e Porto Alegre). Seu símbolo é o ofá. 0 cotar votivo é de contas azul-de-viena (azul esverdeado). Saudação – “Òkè àró” orixá patrono da floresta e da caça.
OXOXÔ - milho cozido com pedaços de coco; comida do orixá Ogum.
OXUM - Divindade das águas, em particular no Rio Oxum, na Nigéria. E a segunda esposa de Xangô, mas foi casada também com Ogum e Oxosse. Deste ultimo casamento nasceu Lògún-ede. Seus símbolos são o leque dourado e a espada. É pois uma iabá que se caracteriza pela coqueteria, gostando de enfeites e jóias de ouro (ou cobre amarelo). Tem o título de Ialodê – chefe das mulheres do mercado, sendo sincretizada no Brasil com diversas Nossas Senhoras (da Conceição, do Carmo, das Candeias, da Candelária) e com Santa Luzia. Além disso, é a Rainha de Òsogbo e Òyó. Seus colares são de contas amarelo douradas translúcidas. Saudação – “Ora yèyé o!” Seu dia é o sábado. uma das orixá das águas.
OXUMARÉ - nome do orixá relacionado ao arco-íris, Costuma ser identificado com o arco-íris e com a serpente. Representa a continuidade, o movimento e a eternidade. No Brasil é considerado irmão de Obaluaê e filho de Nanã, possivelmente em virtude de sua origem daomeana. Dele se diz que é o Rei de Jeje. Seu símbolo são as duas cobras que leva nas mãos quando dança, sendo uma masculina e outra feminina, alusão ao seu caráter duplo de macho e fêmea. Dia consagrado: terça-feira. Colares de contas verdes e amarelas listradas. Saudação – “Arrómbò bo yí!” Sincretizado com São Bartolomeu.

OXÙU – Artefato cônico, confeccionado a partir de substâncias sagradas de origem animal, vegetal e mineral, imposto a cabeça do noviço após as incisões rituais feitas sobre o alto do crânio (Adósùu).


Palavras Indígenas

O

OAPIXANA - tribo do ramo aruaque do alto rio Branco (RR), nas fronteiras com a Guiana - vapixiana - vapixana - uapixana - wapixana - vapidiana - oapina

OAPINA - oapixana

OCA - cabana ou palhoça, casa de índio (v. ocara, manioca)

OCARA - praça ou centro de taba, terreiro da aldeia (v. oca, manioca, ocaruçu)

OCARUÇU - praça grande, aumentativo de ocara (v. açu, ocara)


P

- matar.

PARÁ- quer dizer "rio"

PARAÍBA- significa "rio ruim", "que não presta para navegar"

PARAIBUNA- quer dizer "rio escuro e que não serve para navegar"

PADA – Voltar

PAEJA – Pescar

PADÊ – Despacho para Exú no início das sessões ou festas, constando alimentos, bebidas, velas, flores e outras oferendas, a fim de que os mesmos afastem as perturbações nas cerimonias.
PADRINHO – pai-no-santo, Chefe de Terreiro.

PALHA-DA-COSTA – Tipo de palha proveniente da Costa da África, com que se designa a região sudanesa da África Ocidental (Golfo da Guiné). Usa-se trançada em diferentes artefatos litúrgicos.
PAI-DE-SANTO – Zelador do Santo, Chefe de Gira, Chefe de Mesa, Chefe do Terreiro. Médium e conhecedor perfeito de todos os detalhes para o bom andamento de uma sessão.
PALINÓ – Cântico ou poema em louvor a Iemanjá
PÃO BENTO – Pão ázimo ou qualquer outro tipo de pão, ao qual se dota de forças mágicas. É utilizado em inúmeros trabalhos para diversas finalidades. Há trabalhos com pão e vela benta para se localizar num rio ou no mar o corpo de uma pessoa afogada, por exemplo.
PARAMENTO(s) – Roupas e objetos utilizados em cerimônias do ritual religioso.
PATUÁ – Amuleto que é colocado num saquitel (pedaço de pano costurado em forma de saquinho) e é pendurado no pescoço, ou se prende na roupa de uso.

PATAPÁ – Burro

PATÉWÓ ou ÌPATÉWÓ – Palmas em cadenciada sincronizadas empregadas como saudação aos Orixás, bem como em circunstâncias que impõem o silencio, como no caso do recolhimento, para indicar uma necessidade a ser atendida. Diz-se paô.
PAXORÔ – Instrumento simbólico de Oxalá usado pelos pais-no-santo em trabalhos.

PAKI – Sala

PÀDÉ - encontrar
PÁKI - farinha de mandioca
PÁKÓRÒ - ritual noturno nos funerais
PARÉ - desaparecer, ser destruído
PARI - completar
PARIWO - gritar

- chamar.

PÈLÉ - marcas na face. Caracteriza as famílias
PELEKE - aumentar
PEDRA-DE-RAIO – Meteorito, Fetiche de Xangô , itá
PEJI Espécie de altar onde se encontram dispostos os diversos tipos de insígnias da divindade, como as pedras votivas (ota), armas e demais objetos simbólicos, e onde estão dispostos os recipientes contendo as comidas ofertadas aos Orixás. altar, congar.

PEMBAS – Espécie de giz de diferentes cores que é usado para traçar desenhos mágico-religiosos e de caráter invocatório. E mais frequentemente empregado nos ritos de umbanda

PELEBÉ ou PELEBI - pato.
PEPELÊ - banco.
PETÉ - Comida exclusiva de Oxum.
PEMBA – Espécie de giz em forma cônico arredondada, em diversas cores, como sejam : branco, vermelho, amarelo, rosa, roxo, azul, marrom, verde e preto, servindo para riscar pontos e outras determinações ordenadas pelos Guias, sendo que conforme a cor trabalhada com pemba, pode se identificar a Linha a que pertence a Entidade, ou a Linha que trabalhará naquele ponto.

PRETOS-VELHOS – Termo que designa um tipo de entidade característica dos cultos de umbanda. Representam os espíritos de negros escravos que se notabilizaram por sua humildade, sabedoria e magia. São conhecidos como Vovô/Vovó, Tio/Tia e Pai/Mãe.

PIAUÍ- de acordo com pesquisadores, Piauí vem de "piau", palavra tupi usada para nomear um peixe de água doce. Piauí significaria, então, "rios dos piaus"

PIRACICAMIRIM- Piracicaba, o rio, pequeno; lugar pequeno de parar o peixe.
PIPOCA – comida de Omolu/Obaluaê. Grão de milho arrebentado na areia quente para ser utilizado em descarrego. Descarrego de Pipoca.
PIRIGUAIA – Variedade de búzio.

PIN - dividir, repartir
PITAN - contar historias

PÒÒKÒ - copo feito de uma casca de coco

POTI - é um crustáceo (também conhecido como "camarão de água doce") e também o nome de um rio brasileiro que banha os estados do Ceará e Piauí.

POTIGUAR- aquele que come camarão
PONTOS CANTADOS – Os pontos cantados na Umbanda são preces e a invocação das falanges e Linhas, chamando-as ao convívio das reuniões e no auxilio dos que buscam caridade. Assim, como toda a religião tem seus cânticos, a Umbanda usa seus pontos cantados, dos quais, não se deve abusar. Esses hinos representam e atraem forças das Falanges, para trabalhos de descarrego e desenvolvimento mediúnico. Pontos cantados não devem ser deturpados, ou modificados, para que sua força não se altere, uma vez alterado o efeito não será o mesmo, podendo até ser prejudicial.
PONTOS RISCADOS – São identificação dos Guias. Cada Guia e cada Orixá tem seu ponto riscado. Os pontos são riscados com pemba. Mas o ponto não se resume apenas a identificação de um guia, linha, falange ou Orixá; ele pode fechar o corpo de um médium, pois a escrita sagrada se utiliza de magia para que qualquer espírito perturbado não se aproxime.
PORTEIRA – Entrada de terreiro.

PUPA - vermelho
PUTU - bom

PUPA – Vermelho

PUÃ- redondo.

PUÇÁ - é uma armadilha para peixes e outros animais aquáticos.

POVO-DE-SANTO – Designação coletiva que abrange o conjunto dos filhos-de-santo de todos os candomblés.


Palavras Indígenas

P

PARÁ (1) - rio

PARÁ (2) - prefixo utilizado no nome de diversas plantas

PARACANÃ - tribo indígena encontrada durante a construção hidrelétrica de Tucuruí, no rio Tocantins/PA

PARAÍBA (1) - paraiwa - rio ruim - rio que não se presta à navegação (imprestável) - (para - iba)

PARAÍBA (2) - parabiwa - madeira inconstante (variada)

PARAIBUNA - rio escuro e que não serve para navegar

PARAITUNGA - designação dada aos paracanãs pelos assurinis

PAUÁ (tupi) - pawa - pava - tudo - muito (no sentido de grande extensão)

PAUTÊ – NANBIQUARA - tribo da região do Mato Grosso (nanbiquara, nhambiquara)

PEBA - branco - branca - tinga - peva - peua - pewa

PEUA - peba

PEVA - peba

PEWA - peba

Picum - ape'kü - apecum - mangue - brejo de água salgada

Piná - palmeira fina e alta com um miolo branco, do qual se extrai o palmito, típica da mata atlântica

PITIGUAR - potiguar

POTI - camarão, piti (potiguar)

POTIGUAR - pitiguar, potiguara, pitaguar, indígena da região NE do Brasil

PUÃ - redondo (irapuã)

PUCA - armadilha (arapuca, puçá)

PUÇÁ - armadilha para peixes (e outros animais aquáticos)

PUÇAMGA - mezinha, remédio caseiro (receitado pelos ajés)


Q

QUARÔ – Flor chamada Resedá possuidora de notáveis virtudes mágicas e grandemente empregada em banhos e defumações.
QUEBRANTO – Mau olhado, feitiço, coisa feita. Normalmente atinge mais crianças pagãs, mas pode atingir também crianças batizadas e adultos. O quebranto é cortado com benzimento.
QUEBRAR DEMANDA ou QUEBRAR AS FORÇAS – É anular, desmanchar o efeito de um trabalho para prejudicar ou perturbar uma pessoa.
QUEBRAR PRECEITO – Desrespeitar as regras e hábitos estabelecidos no ritual do desenvolvimento ou dos trabalhos.
QUEZILA, QUEZíLIA ou QUIZILA – Aversão, antipatia, repugnância, alergia a alguma coisa

QUITANDA-DE-IAÔ – Rito do ciclo iniciático em que são rompidos alguns dos tabus que cercam o noviço. Consiste no desempenho dramático de funções e atividades evocativas de situações do quotidiano. 0 termo alude, ainda, a venda que o iaô efetua de produtos variados (frutas, doces, etc.) expostos sobre tabuleiros, como nas feiras e mercados. A origem do termo quitanda é kimbundo e significa expor, e, por extensão, feira ou mercado.
QUIUMBA – Espírito obsessor e perturbador. Zombeteiro.


Palavras Indígenas

Q

QUECÉ - faca velha e/ou enferrujada e/ou cheia de dentes e/ou sem cabo - ki'sé - quicê - quicé - quecê

QUIBAANA - tribo da região Norte

QUICÉ - faca velha e/ou enferrujada e/ou cheia de dentes e/ou sem cabo - ki'sé - quicê - quecé - quecê


R

– Comprar

- engatinhar
RÁRI - rapar a cabeça, o primeiro degrau da iniciação

RAÚRA – Cambone. Auxiliar nos trabalhos do terreiro.
RECEBER O SANTO – incorporar. Entrar em estado de transe com o Guia ou Orixá

RERE – Muito bem

RÈRÈ - coisas boas, boa fortuna
RÉIN - rir
RE – Ir
REDENTOR – Jesus Cristo
REINOS – Uma das divisões dos mundos espirituais. Domínios dos Orixás. Alguns exemplos : Juremá, Pedreiras, Fundo do Mar, Humaitá, etc
RESPONSO – Oração em latim para determinado santo para se conseguir uma graça.

RIN – Trabalhar
– Ver

RIRI - tremer de medo
RÒJO - chover
RONU – Pensar
ROBOTO – Redondo
ROÇA – terreiro, centro.

RONCÓ ou RUNKO – Termo pelo qual se designa o aposento destinado a reclusão dos neófitos durante o processo de iniciação. Foi conhecido também como Aliaxé, camarinha ou ainda Axé.

RUN - perecer, sucumbir


Palavras Indígenas

R

RAIRA - filho (v. membira)

- amigo - rê (geralmente usado como sufixo) (abaré, araré, avaré)

RUDÁ - deus do amor, para o qual as índias cantavam uma oração ao anoitecer

RU - folha (jurubeba)


S

SÁÀ - estação, determinado espaço de tempo
SÀN - estar bem
SÁNMÒ - céu
SANRA - estar gordo

SÁNKU - morte prematura

SACUDIMENTO – Ato de realizar limpeza, lavagem e varredura do terreiro e/ou seus filhos. Descarrego.
SAÍDA de IAÔ – cerimônia de iniciação do filho-no-santo no candomblé ou no culto Omolokô.

SANTO - Orixá
SANTERIA – nome da religião na América Latina. Religião irmã do Candomblé

SANRO – Gordo

SARAPEBÉ – Mensageiro
SARE – Rápido, correr
SAL (GROSSO) – Empregado sob diversas modalidades nos terreiros, principalmente como banho de descarrego. Ou como descarrego do local com um copo de água e sal atras da porta.
SALUBÁ – Saudação de Nanã
SARAVÁ – Saudação umbandista que corresponde a Salve! Viva!

SARAPEBÉ - mensageiro.

SAWI - quer dizer "sagüi", o menor macaco que existe. Os sagüis vivem nas selvas da América do Sul e América Central

SAWORO – Artefato de palha trançada e que tem como fecho um guizo. 0 noviço deve tê-lo atado ao tornozelo, e port5-lo durante um largo período após a sua reclusão. Um dos símbolos cerimoniais da sujeição do iaô numa casa-de-santo

- cozinhar
SÉÉRÉ - chocalho, sagrado para o Orixá Sàngó

SÉGÈGÉ - tirar a sorte, fundição de certas formas de adivinhação
SÈKÉ - mentir
SEREIA DO MAR – Janaína, princesa d´água. Pode representar também como Iemanjá dentro de um contexto.

SERGIPE- significa "caminho do rio dos siris".

SI – para.

SIRI – Conjunto de danças cerimoniais onde ocorrem distintos ritmos, cânticos e estilos coreográficos característicos do desempenho de cada Orixá.

SINCRETISMO – Fenômeno de identificação dos orixás com os Santos católicos

SINSIN - descansar

SÍNUN – Dentro
SISE – Trabalho

SI ORI – Abrir a Cabeça

SO - amarrar
SÓDÉ - fora
SÒRÒ - falar
SÒRÒ – falar.

SÒKOTO - calças
SÒTITO - ter fé
SUN - dormir.

SUM - dormir
SUNKUN - chorar


Palavras Indígenas

S

SAUÁ - uma das espécies de macacos - iapuçá - japuçá - jupuçá - sawá - saá

SAUIM - sagüi

SAWI - sagüi

SURUI - tribo do parque do Aripuanã, região do Madeira, Rondônia


T

- vender
TÁÌWO - o primeiro gêmeo a nascer
TÁLÁKÁ - pessoa pobre

TANÃ - vela, lâmpada, fifo.

TÀBÁ – Tabaco, fumo

TABAJARA- quer dizer "senhor da aldeia".

TAMOIO- avô.

TÁBULÁ NO EFON – Dane – se

TATA – Gafanhoto
TATETO – Título de Angola para Pai

TATUAPÉ- caminho dos tatus.

TAUBATÉ - taba grande, aldeia grande ou importante.

TAPUIA- é o que foge da aldeia, o inimigo.

TAYA – Esposa

TANNÁ - acender a luz
TARA - pequena pedra

TE - estabelecer
- pressionar
- espalhar
TELÉ - seguir

TETE – Aplicado

TÉFÁ - iniciação Ifá

TETEREGUN – Planta da família das ZINGlBERACEAE (Costus spicatus, SW.). É conhecida, ainda, como sangolovô e cana-de-macaco. Na classificação das folhas liturgias é considerada de agitação.

TEMPO – É um índice. Corresponde ao Irokò nagô. Muitas vezes seus assentamentos se encontram ao ar livre, isto é, “no tempo”. Dele se diz que é o dono da bandeira branca que distingue as casas-de-santo. Seu símbolo é uma grelha de ferro com três pontas-de-lança. É sincretizado com São Lourenço, santo católico que sofreu o martírio sobre uma grelha.

TÈMI – Meu, minha

TENI - nome sacerdotal.

TIMÓTIMÓ - pequeno
TÌNÙTÌNÙ - sincero
TITI - até

TITUN – Novo

TIJUCA- charco, pântano; líquido podre

TINGA- quer dizer "branco".

TIRIRICA- outra palavra bem conhecida! Tiririca quer dizer "arrastando-se", ou "alastrando-se"; é uma erva daninha famosa pela capacidade de invadir rapidamente os terrenos cultivados; também traduz o estado nervoso das pessoas, provocado por um motivo que parece não terminar nunca

- suficiente, basta.

TÓBI – Grande, maior

TÓBI ODE - caçar

TOTO – Atenção
TÔLORÔ – Amassar, macera, quinar ervas
TÔTÔ FUN – Puta que paril

TÚNDÉ - renascer

TÚN – Retorno

TUTU– Fresca, frio, gelado

TUPI - significa "pai supremo".


Palavras Indígenas

T

TUPÃ - progenitor, Deus

TAPUIA - tapii - tapuio - designação antiga dada pelos tupis aos gentios inimigos - índio bravio - mestiço de índio - índio manso (AM) - qualquer mestiço trigueiro e de cabelos lisos e negros (BA) - caboclo

TAPUIO - tapii - tapuia - designação antiga dada pelos tupis aos gentios inimigos - índio bravio - mestiço de índio - caboclo

TEMBÉ - lábios (Iracema, iratembé)

TIBA - tiwa, tiua, tuba, abundância, cheio

TIJUCA - tiyug - líquido podre - lama - charco - pântano - atoleiro - tijuca

TIJUCUPAUA - tiyukopawa - lamaçal - tijucupava

TIMBURÉ - uma das espécies de peixes de rio, com manchas e/ou faixas pretas (ximburé, timburê)

TIMBURÊ - Timburé (ximburé)

TINGA - branco - branca - peba - (ibitinga)

TIRIRICA - tiririka - arrastando-se (alastrando-se) - erva daninha famosa pela capacidade de invadir velozmente terrenos cultivados - estado nervoso das pessoas, provocado por um motivo que parece incessante

TIYUKOPAUÁ - tijucopaua - lamaçal - tijucupava

TIYUG - tijuca - líquido podre - lama - charco - pântano - atoleiro - tijuca

TIWA - tiba, tiua, tiba, tuba, abundância, cheio

TUPI (1) - povo indígena que habita(va) o Norte e o Centro do Brasil, até o rio Amazonas e até o litoral

TUPI (2) - um dos principais troncos linguísticos da América do Sul, pertencente à família tupi-guarani

TUPI – GUARANI - um das quatro grandes famílias linguísticas da América do Sul tropical e equatorial; indígenas pertencentes a essa família


U

- vir.

UBIRAJARA- quer dizer "senhor da terra".

UMBÓ - está vindo, está chegando.
UNJÉ - comida.
- olhar, reparar.

UNA - preto; "preto como as asas da Graúna...

UNJE – Comida

UNTÓ – Ato que antecede o Acofari


Palavras Indígenas

U

UAÇÁ - caranguejo - auçá - guaiá

UAÇAÍ - açaí - yasaí

UANÁ - vagalume (urissanê)

UAPIXANA - tribo do ramo aruaque do alto rio Branco (RR), nas fronteiras com a Guiana - vapixiana - vapixana - vapidiana - wapixana - oapixana - oapina

UBÁ - canoa (geralmente feita de uma só peça de madeira); árvore usada para fazer canoas (canoa)

UNA - preto, preta

URISSANÊ - vagalume (uaná)


V

VATAPÁ – Comida de Ogum.

VODU – Tipo de culto muito difundido nas Antilhas e em algumas regiões de Benin na África, que nada tem a ver com o culto aos Orixás.

VODU AIZÖ Vodum da terra que tem ligação com a morte. Mais ou menos correspondente a Onilé, O Senhor da Terra.

VODUM– Entidade do culto Jejê, correspondente aos orixás Iorubás.

VUMBE– No idioma dos Bantu significa morto ou espírito de morto. A expressão “Tirar

a mão de Vumbe” , significa fazer cerimônia para tirar a mão do falecido. Em outras palavras, fazer cerimônia para que ele se desprenda das coisas materiais e encontre o seu caminho no mundo espiritual.

VUNGI– Orixás crianças (nação de Angola)


Palavras Indígenas

V

VAPIDIANA: tribo do ramo aruaque do alto rio Branco (RR), nas fronteiras com a Guiana - vapixiana - Vapixana - uapixana - wapixana - oapixana - oapina



Y

YÀGÓ – Licença

YAN – Torrar

YARA- é a Deusa das Águas, a Mãe D'água, uma mulher que, segundo a mitologia indígena, mora no fundo dos rios brasileiros.

YARA-YPEJO – Sala

YARO – Ficar aleijado

YASAÍ- é o açaí, a "fruta que chora". O açaí é uma fruta, um pequeno coquinho marrom que dá em cachos em uma palmeira

YAMA – Oeste

- inundar
- virar para o lado
YALAYALA - gavião, rápido, veloz
YÀN - escolher
YANRAN - bom
YARA - quatro
YÁRA - ser rápido
YESI - quem
YEYE - mãe
YEWRE - sem valor, indigno
YÈYÉ - bobagem
- isto
YIBI - grandeza
YIO - desejo
YO - aparecer

YIYAN – Assado

YONRIN – Areia


Palavras Indígenas

Y

YACAMIM - ave ou gênio; pai de muitas estrelas (jaçamim)

YAMÍ (tucano) - noite

YAPIRA - mel (japira)

YARA - deusa das águas - mãe d'água - senhora - iara - lenda da mulher que mora no fundo dos rios

YASAÍ - açaí - fruta que chora - fronta de onde sai líquido - coquinho pequeno amarronzado, que dá em cachos no açaizeiro (palmeira com o tronco de pequeno diâmetro e folhas finas, que também produz palmito)

YAWARA (tupi) - jaguar - cão - cachorro - lobo - gato - onça - jaguaracambé.


W

- ser
WÁDI - fazer perguntas

WÀJI – anil.

WAKATI – Hora

WARA – Leite

WÁRI– Uma das qualidades de Ogum cultuada no Brasil.

WARIN – WARU– Nome do Deus das doenças eruptivas (sífilis, varíola, lepra e etc...)

WÈRÈ – Louco
WEJEWEJE - coisas boas
WERE - jovem
WO - relaxar
WO'GUN MÉRIN - os quatro cantos do mundo, as quatro direções
WOLÉ - entrar
WOLÉWÒDÈ - entrar e sair
WON - então
WÍPÉ - dizer algo
- o qual
WÒRAN - assistir
WODI - investigar

WÚRÀ – Ouro

WU – Desenterrar

WUN NI – Gostar


Palavras Indígenas

W

WAPIXANA : tribo do ramo aruaque do alto rio Branco (RR), nas fronteiras com a Guiana - vapixiana - vapixana - uapixana - vapidiana - oapixana - oapina

WA'RIWA : guariba - macaco de coloração escura, barbado. Wasaí: açaí - uaçaí – yasaí


X

XAMAM– Deus dos indígenas.

XAMANISMO – Ritual procedido nas religiões afro indígenas

XAMBÁ– Nação de um ritual.

XANGÔ– Orixá do raio e do trovão. Foi o segundo rei de Oyá e segundo as lendas Iorubá, reinou com tirania e crueldade. Xangô não nasceu Orixá porque sua mãe era humana. Ele só tornou-se Orixás após a morte, quando voltou ao Orum.

XAORÔ– Guizo que os iniciados usam no tornozelo como um símbolo de sujeição.

XAPANÖ Deus das doenças. O Obaluaiê dos Iorubás.

XARAÔ– Tornozeleira ornamental.

XAXARÁ– Símbolo do Orixá Obaluaiê. Feito com as nervuras das folhas de palmeira, e enfeitado com búzios e miçangas, é o que Obaluaiê traz nas mãos quando dança.

– fazer.

XEREM – Chocalho de metal usado nos rituais.

XERÊ - chocalho especial para saudar Xangô, em cabaça com cabo ou em cobre.
XINXIN – Comida de Oxum feita com galinha.
XIRÊ – Vem do verbo brincar, podendo assim, significar divertir, jogar. Ou ainda o XIRÊ

XEKERÉ - cabaça revestida com contas de Santa Maria ou búzios

XOKOTÓ – Calças ou pequeno.
XOROQUÊ – Uma das qualidades de Ogum no Brasil.

XORÔ - fazer ritual.
XOXÔ – Oferenda feita para o Exú com o coco do dendezeiro


Palavras Indígenas

X

XAPERU - tribo da região Norte

XAUIM - uma das espécies de macaco, pequeno e de rabo comprido, comum na região amazônica - sa'wi - sagüim - sauim - soim - sonhim - massau - tamari - sagüi - espécie de mico

XAVANTE - tribo indígena pertencente à família lingüística jê e que, junto com os xerentes, constitui o maior grupo dos acuéns. Ocupa extensa área, limitada pelos rios Culuene e das Mortes (MT)

XIMAANA - tribo habitante da região do rio Javari, na fronteira do Brasil com o Peru

XIMANA - tribo do grupo aruaque, habitante da região dos rios Japurá e Solimões (Amazônia Ocidental) - xumana - xumane - jumana

XIMBURÉ - uma das espécies de peixes de rio (timburé)

XOCLENGUE - tribo caingangue do Paraná (rio Ivaí)

XUATÊ - mbaraká - maracá - chocalho usado em solenidades - bapo - maracaxá - cascavel

XUMANA - ximana - jumana

XUMANE - ximana.


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